Suspeito de matar e estuprar freira no Paraná havia sido solto da prisão em dezembro
A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o brutal assassinato da freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, ocorrido dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, nos Campos Gerais. O laudo pericial confirmou que a religiosa foi vítima de asfixia e violência sexual, com lesões graves que evidenciam a natureza qualificada dos crimes.
Detalhes do crime e depoimento do suspeito
O crime aconteceu por volta das 13h30 do sábado, 21 de dezembro, quando o homem invadiu o convento pulando o muro. Ao ser questionado pela freira sobre sua presença no local, ele afirmou que estava ali para trabalhar. Percebendo a desconfiança da vítima, o suspeito a empurrou e, conforme seu próprio depoimento, a asfixiou quando ela começou a gritar.
Em interrogatório, o investigado relatou que havia passado a madrugada usando drogas e álcool e que ouviu vozes ordenando que matasse alguém. No entanto, o delegado Hugo Santos Fonseca destacou que a perícia técnica refutou tentativas de minimizar a natureza sexual dos atos cometidos.
Histórico criminal e liberdade provisória
O homem, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. Ele havia sido preso por furto qualificado em 28 de dezembro de 2025 e colocado em liberdade provisória apenas dois dias depois.
Conforme o delegado Fonseca, o suspeito tem passagens pela polícia desde 2024 por delitos como roubo, furto e violência doméstica. As provas colhidas na investigação incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, que confirmam sua autoria.
Testemunha crucial e identificação
Uma fotógrafa que registrava um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Ela notou que ele apresentava nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Desconfiada de sua versão de que encontrou a freira caída, a mulher filmou discretamente a interação e acionou as autoridades.
"Eu sabia que ele não trabalhava ali porque eu tiro fotos nesse local há 9 anos e nunca o vi ali", relatou a testemunha. Sua ação foi fundamental para a identificação rápida do suspeito, que fugiu antes da chegada da polícia, mas foi localizado em casa, onde tentou agredir os agentes durante a abordagem.
Vida e legado da freira Nadia Gavasnki
A freira Nadia Gavasnki ingressou na congregação em 1971, aos 27 anos, dedicando 55 anos à vida religiosa. Segundo a freira Deonisia Diadio, ela era conhecida por ser humilde, confiante e profundamente mariana. Após sofrer um AVC, desenvolveu dificuldade na fala, mas mantinha-se ativa na rotina do convento.
O inquérito foi concluído na sexta-feira, 27 de dezembro, e encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que agora analisará as acusações contra o investigado.



