STJ mantém absolvição de sargento que matou soldado em briga de bar em Goiás
STJ mantém absolvição de sargento que matou soldado em briga

STJ mantém absolvição de sargento que matou soldado em briga de bar em Goiás

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a absolvição do sargento da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Jefferson José da Silva, acusado da morte do soldado da PM de Goiás Diego Santos Purcina, de 30 anos. O caso ocorreu durante uma briga generalizada em um bar de Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, no dia 2 de março de 2024, e a decisão judicial foi proferida em 30 de março.

Confusão registrada por câmeras de segurança

O incidente foi registrado por câmeras de segurança que mostraram a confusão iniciada entre a esposa da vítima e uma amiga que estava na mesa do sargento. Segundo o documento da decisão, testemunhas e as imagens indicam que Jefferson não iniciou a briga, mas tentou ajudar a separar a discussão quando foi atacado.

A esposa de Diego teria aplicado um golpe conhecido como "mata-leão" no sargento, que caiu no chão e continuou sendo agredido por um amigo da vítima e pelo próprio soldado. Nesse momento, Jefferson sacou sua arma e efetuou um único disparo, atingindo Diego no peito. O soldado foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

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Defesa alega legítima defesa

Em nota ao g1, a defesa de Jefferson informou que ele agiu em legítima defesa, pois estava no chão e sendo violentamente agredido quando realizou o disparo. A advogada Kelly Moreira destacou que "a reação de Jefferson ocorreu em legítima defesa de sua própria vida, tendo ele efetuado um único disparo, com o propósito de cessar as agressões e preservar sua vida".

O STJ manteve a absolvição sumária com base no reconhecimento da legítima defesa, fundamentando-se em um "conjunto probatório robusto, formado por depoimentos e registros audiovisuais". A decisão ressaltou que Jefferson não iniciou o conflito, tendo apenas reagido diante de uma agressão injusta.

Família da vítima recorre da decisão

O advogado da esposa de Diego, Dr. Christovam Machado, afirmou que a decisão do STJ foi monocrática, tomada por apenas um membro do órgão, e que já foi interposto recurso de Agravo Regimental. O recurso será julgado pela 5ª Turma Criminal do STJ.

O advogado destacou que o Subprocurador-Geral da República, Dr. Osnir Belice, manifestou-se favoravelmente ao recurso, reconhecendo que a controvérsia não envolve reexame de provas, mas sim a correta valoração do conjunto probatório. A assistência de acusação defende que Jefferson seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Novo Gama.

Contexto do caso

Diego Santos Purcina atuava no Comando de Operações de Divisas (COD) da PM de Goiás. A defesa de Jefferson emitiu nota enfatizando que "a morte de uma pessoa é sempre uma tragédia que jamais pode ser tratada com frieza ou indiferença", mas manteve a posição de que a ação foi em legítima defesa.

O caso continua em tramitação judicial, com a família da vítima buscando novo julgamento através do Tribunal do Júri, enquanto a defesa do sargento sustenta que a absolvição foi técnica e fundamentada nas provas disponíveis.

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