Justiça condena a 15 anos réu por assassinato de prefeito Neném Borges no RN
Réu condenado a 15 anos por matar prefeito Neném Borges no RN

Justiça condena a 15 anos réu por assassinato de prefeito Neném Borges no RN

O réu acusado de matar o então prefeito de São José do Campestre, Joseilson Borges da Costa, conhecido como Neném Borges, em 2023, foi condenado a 15 anos de prisão em regime inicialmente fechado. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na noite desta segunda-feira (9) em Natal, após um julgamento que analisou provas contundentes, incluindo imagens de câmeras de segurança.

Detalhes da condenação e do crime

Segundo a sentença, o réu Vando Fernandes foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado pela morte do prefeito, que era uma liderança política na região Agreste potiguar. A condenação foi anunciada pouco depois das 19h, encerrando um processo que mobilizou a comunidade local e autoridades policiais.

O assassinato ocorreu na madrugada de 18 de abril de 2023, quando um homem invadiu a casa do prefeito e efetuou disparos de arma de fogo contra ele. Câmeras de segurança registraram o momento em que o criminoso entrou na residência e realizou os tiros, provas que foram cruciais para a condenação.

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Contexto e investigações

Dias após o crime, a Polícia Civil apontou que o assassinato teria sido motivado pelo apoio do prefeito ao combate a uma facção criminosa instalada no município. O acusado foi preso em São Paulo após uma abordagem da Polícia Militar e, segundo a polícia, confessou o crime no momento da detenção.

O caso gerou comoção na região, com homenagens e sepultamento que reuniram centenas de pessoas, refletindo o impacto da perda de uma figura pública engajada na segurança local.

Família busca mais respostas

Apesar da condenação, familiares de Neném Borges afirmam que ainda esperam esclarecimentos sobre o caso, especialmente em relação à motivação do assassinato e a possíveis outros envolvidos no crime. "Meu tio não morreu a toa. Queremos o motivo, queremos saber quem mandou (matar). Não é a família que quer, mas toda a população campestrense", afirma a sobrinha Ana Clara Gomes, destacando a busca por justiça completa.

A Inter TV Cabugi procurou, mas não conseguiu contato com a defesa do réu para comentar a decisão, deixando questões em aberto sobre possíveis recursos ou detalhes do processo legal.

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