Apreensão de R$ 300 mil em produtos para emagrecimento ilegais em sex shop de Santa Bárbara d'Oeste
Produtos para emagrecimento ilegais apreendidos em sex shop

Apreensão de R$ 300 mil em produtos para emagrecimento ilegais em sex shop de Santa Bárbara d'Oeste

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, no interior de São Paulo, realizou na manhã desta segunda-feira (30) uma operação que resultou na apreensão de aproximadamente R$ 300 mil em produtos para emagrecimento considerados ilegais. A ação ocorreu em um estabelecimento comercial do tipo sex shop localizado no bairro Cidade Nova, em Santa Bárbara d'Oeste.

Casal proprietário preso em flagrante

Os dois responsáveis pelo estabelecimento, identificados como um casal, foram presos em flagrante pelo crime contra a saúde pública. Eles foram conduzidos à delegacia após a descoberta dos produtos irregulares durante buscas realizadas no local.

Segundo informações da DIG, a investigação foi iniciada após denúncias que apontavam a venda irregular de substâncias contendo tirzepatida, um princípio ativo utilizado em medicamentos para emagrecimento que não possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil.

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Produtos armazenados de forma inadequada

Durante a operação, os policiais encontraram os produtos para emagrecimento armazenados em uma geladeira localizada nos fundos do estabelecimento. A quantidade apreendida foi considerada incompatível com o uso pessoal, embora o volume exato não tenha sido divulgado pelas autoridades.

"Mesmo diante da evidência do volume significativo, a responsável pelo estabelecimento alegou à polícia que os itens seriam para consumo próprio e de seu companheiro", informou a DIG em comunicado.

Riscos à saúde pública

Os produtos apreendidos apresentam graves riscos à saúde pública por não possuírem registro sanitário junto à Anvisa. De acordo com a delegacia, esses itens são proibidos no território nacional devido à falta de controle de qualidade e procedência, o que pode levar a sérias complicações de saúde para os consumidores.

"A comercialização de produtos sem registro sanitário representa um perigo concreto para a população, pois não há garantias sobre sua composição, dosagem ou condições de fabricação", alertou a polícia.

Estabelecimento sem autorização de funcionamento

A investigação também revelou que o sex shop onde os produtos foram encontrados não possuía autorização de funcionamento regularizada junto aos órgãos competentes. Esta irregularidade administrativa somou-se às acusações criminais contra os proprietários.

O caso segue sob investigação da DIG de Americana, que não descarta a possibilidade de novas apreensões e prisões relacionadas à rede de distribuição desses produtos ilegais na região de Piracicaba e cidades vizinhas.

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