Policial de folga mata homem em tentativa de assalto em SP; versões divergem
Policial mata homem em assalto em SP; versões divergem sobre tiroteio

Policial de folga mata homem durante tentativa de assalto em São Paulo; versões sobre tiroteio divergem

Um policial militar que estava de folga matou um homem durante uma tentativa de assalto na tarde de sábado, na cidade de São Paulo. O caso, que envolve versões contraditórias sobre a ocorrência de troca de tiros, está sob investigação das autoridades para esclarecer as circunstâncias exatas do incidente.

Detalhes do incidente e versões conflitantes

A vítima, identificada como Celso de Castro, de 58 anos, estava com a esposa em uma motocicleta quando foi abordado por dois suspeitos armados. Um policial de 27 anos, que passava pelo local mesmo estando fora de serviço, decidiu intervir na situação. Durante a ação, o agente disparou sua arma e atingiu tanto Celso quanto um dos assaltantes.

Os dois homens feridos foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito. O outro suspeito envolvido no assalto conseguiu fugir do local. Inicialmente, o caso foi registrado pelas autoridades como resistência seguida de morte, homicídio culposo e tentativa de roubo.

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O policial afirmou às autoridades que houve troca de tiros durante o incidente e foi liberado após pagar fiança. No entanto, a esposa da vítima apresenta uma versão completamente diferente dos fatos, contestando a alegação de que ocorreu confronto armado.

Depoimento da esposa contradiz versão policial

Em entrevista concedida à imprensa, a esposa de Celso de Castro relatou que o marido não reagiu durante o assalto e foi confundido pelo policial com um dos criminosos. "Não houve troca de tiros. Os assaltantes chegaram armados, um deles com revólver calibre 38. Eu corri para trás e tirei o capacete. Ouvi alguém vindo por trás atirando. Quando me virei, falei: 'o que você fez? É o meu marido'. Mas ele já tinha atirado", afirmou a mulher.

Ela detalhou ainda que os disparos atingiram seu marido pelas costas, indicando que ele não estava em posição de confronto. "Ele levou dois tiros, um na nuca e outro nas costas, porque estava de costas. O policial atirou achando que ele era o bandido", completou a esposa, que presenciou toda a situação.

Investigação em andamento e apreensão de armas

As armas envolvidas no caso foram todas apreendidas pelas autoridades, incluindo a arma do policial e as armas dos suspeitos. O caso segue sob investigação da polícia para esclarecer completamente as circunstâncias da ocorrência e determinar qual versão dos fatos corresponde à realidade.

As investigações buscarão esclarecer pontos cruciais como:

  • A sequência exata dos eventos durante a tentativa de assalto
  • Se realmente houve troca de tiros ou se os disparos foram unilaterais
  • As posições de todos os envolvidos no momento dos tiros
  • As circunstâncias que levaram à confusão entre vítima e criminoso

O caso levanta questões importantes sobre o uso da força por agentes de segurança, mesmo quando estão fora de serviço, e sobre os protocolos de intervenção em situações de risco. A divergência entre as versões apresentadas pelo policial e pela testemunha ocular torna a investigação particularmente complexa e sensível.

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