Pai de acusado de estupro coletivo reaparece após crise e é internado em hospital no Rio
O ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio de Janeiro, José Carlos Costa Simonin, reapareceu na quarta-feira, 11 de março de 2026, após ter um surto e desaparecer, conforme relatos familiares. Ele é pai de Vitor Hugo Simonin, um dos jovens acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Desaparecimento e internação hospitalar
Segundo a esposa de José Carlos, o ex-subsecretário desapareceu na noite de terça-feira, 10 de março, logo após o surto relacionado ao caso envolvendo seu filho. Ao retornar, ele foi internado em um hospital na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, onde está sendo avaliado por uma equipe médica. Além disso, José Carlos está em tratamento de quimioterapia para um câncer de pulmão, o que pode ter agravado sua condição psicológica.
Polêmicas envolvendo mensagens ofensivas
Antes de supostamente sumir, o ex-subsecretário se envolveu em controvérsias nas redes sociais. José Carlos enviou mensagens ofensivas ao advogado da vítima do estupro, Rodrigo Mondego, e para a atriz e ativista feminista Sherazade Medina. Em um print compartilhado por Mondego, Simonin aparece afirmando que o advogado só buscava cinco minutos de fama, com comentários depreciativos como "Vai trabalhar para pagar as suas contas, vagabundo".
A atriz Sherazade Medina recebeu uma mensagem do ex-subsecretário após postar um story no Instagram comentando o caso do estupro coletivo. José Carlos escreveu: "Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente". Medina prestou queixa formal contra Simonin, e o caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana, a mesma unidade que investiga a violência sexual contra a adolescente de 17 anos.
Contexto do caso de estupro coletivo
O estupro coletivo ocorreu em Copacabana e envolve múltiplos acusados, incluindo o filho de José Carlos Simonin. O crime gerou ampla repercussão pública e mobilizou ativistas e autoridades, com investigações em andamento para apurar responsabilidades. A reaparição e internação do pai de um dos acusados adicionam uma camada complexa ao caso, levantando questões sobre pressão familiar e saúde mental em situações de alto estresse.
As autoridades continuam monitorando o desenvolvimento do caso, tanto em relação às acusações de estupro quanto às queixas por mensagens ofensivas. A situação destaca os desafios enfrentados por famílias envolvidas em crimes graves e a importância de abordagens sensíveis em meio a crises pessoais e legais.



