Operação Regresso recaptura suspeitos de facção criminosa em Rondônia e outros estados
Operação Regresso recaptura suspeitos de facção em Rondônia

Operação Regresso mobiliza mais de 70 agentes para recaptura de suspeitos de facção criminosa

Na manhã deste sábado (21), foi deflagrada uma operação de grande porte para recapturar suspeitos vinculados a uma organização criminosa responsável por uma série de ataques violentos ocorridos em Rondônia durante janeiro de 2025. Denominada Operação Regresso, a ação conjunta reúne forças de segurança estaduais e federais com o objetivo principal de cumprir 26 mandados de prisão preventiva emitidos pela Justiça.

Abranência geográfica e alvos da operação

As diligências estão sendo realizadas simultaneamente em diversas localidades, incluindo cidades de Rondônia como Porto Velho, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim e Ouro Preto do Oeste, além de Rio Branco, no Acre, e Catanduvas, no Paraná. Segundo informações do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), os indivíduos alvo da operação são réus de uma investigação que teve início após a Operação Escudo, realizada também em 2025.

Os ataques atribuídos a essa facção criminosa, ocorridos no início do ano, foram particularmente graves e incluíram:

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  • Tentativas de homicídio contra agentes públicos em exercício de suas funções
  • Depredação sistemática de prédios públicos e propriedades governamentais
  • Incêndios criminosos em veículos de transporte coletivo, ônibus escolares, caminhões e carros particulares

Contexto jurídico e participação institucional

Os suspeitos, que haviam sido temporariamente soltos após interrogatórios com a imposição de medidas cautelares, tiveram sua liberdade revogada. A decisão de suspender as medidas cautelares foi tomada pela Justiça após recurso interposto pelo Ministério Público, que argumentou sobre o risco de continuidade das atividades criminosas.

A Operação Regresso conta com a participação coordenada de múltiplas instituições:

  1. Ministério Público de Rondônia (MP-RO)
  2. Polícia Militar do estado
  3. Polícia Civil de Rondônia
  4. Polícia Penal
  5. Polícia Federal
  6. Outros órgãos de segurança estadual

Mais de 70 agentes de segurança estão diretamente envolvidos nas ações, que visam garantir que os réus permaneçam presos enquanto aguardam o desfecho do processo judicial.

Antecedentes: A Operação Escudo de 2025

Esta nova operação está diretamente relacionada à Operação Escudo de Rondônia, realizada em agosto de 2025 pela Polícia Civil do estado. Naquela ocasião, foram presas 18 pessoas, sendo três em flagrante delito, todas ligadas à mesma facção criminosa envolvida na onda de violência de janeiro.

As investigações revelaram que os ataques foram ordenados por lideranças criminosas atuantes tanto dentro quanto fora do sistema prisional. Um dos principais mandantes identificados é conhecido pelo apelido de "Tio Ogro", que cumpre pena na penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná.

A estrutura criminosa operava através de uma cadeia de comando bem organizada, envolvendo desde financiadores até executores diretos dos crimes. A Operação Escudo mobilizou mais de 130 policiais e tinha como objetivo cumprir 31 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão em residências localizadas em Porto Velho, Ariquemes, Guajará-Mirim, Ouro Preto do Oeste, Mirante da Serra, Jaru e também em Catanduvas (PR).

Crimes específicos investigados

Entre os graves crimes atribuídos à facção, investigados no período de 12 a 19 de janeiro de 2025, destacam-se:

  • O assassinato do policial militar Fábio Martins de Andrade Cardoso, ocorrido no condomínio Orgulho do Madeira
  • Incêndios criminosos em ônibus escolares, caminhões e veículos de empresas
  • Ataques coordenados contra prédios públicos e bens do governo estadual

Para o cumprimento dos mandados judiciais, as forças de segurança contaram com apoio aéreo, incluindo um helicóptero e a equipe de aviação do governo, além da colaboração do Ministério Público e da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

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A Operação Regresso representa assim uma continuidade dos esforços do sistema de justiça e segurança pública para desarticular completamente essa organização criminosa e garantir que seus integrantes respondam judicialmente por seus atos.