A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a Operação Revelare, com o objetivo de desarticular um grupo de jovens suspeitos de integrarem uma célula neonazista. As ações ocorrem em Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana, onde são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
Investigação e alvos
A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância de Porto Alegre (DPCI) conduziu as investigações que identificaram três suspeitos: dois homens de 20 anos e uma mulher de 19 anos, todos pertencentes à classe média alta. Os nomes não foram divulgados pela corporação.
De acordo com o delegado Vinícius Nahan, o grupo se organizava tanto em redes sociais e aplicativos de mensagens quanto presencialmente. “Eles se encontravam fisicamente. O que chama a atenção é que angariavam novos membros por meio de adesivos colados pela cidade”, explicou.
Recrutamento e ideologia
Os suspeitos colavam cartazes com símbolos nazistas no bairro Cidade Baixa, região boêmia da capital. Os adesivos continham um QR code que direcionava para um grupo de mensagens, onde disseminavam ideologias de ódio e faziam apologia ao nazismo.
Materiais apreendidos
Durante as buscas, os agentes apreenderam diversos itens, incluindo um taco de beisebol envolto em arame farpado, um aparelho de choque de segurança pessoal, desenhos neonazistas, máscaras de personagens, livros sobre a temática nazista, roupas táticas e militares, vestimentas associadas a grupos extremistas e celulares.
Financiamento das atividades
A polícia também investiga a movimentação financeira do grupo, que mantinha uma estrutura de arrecadação via chaves Pix e vendia desenhos extremistas pela internet para financiar suas ações. A operação segue em andamento para identificar outros possíveis integrantes e colaboradores.



