Motociclista é preso em Cubatão após agredir passageiro e roubar celular em discussão sobre corrida
Motociclista preso em Cubatão por agressão e roubo em corrida

Motociclista é preso em Cubatão após agredir passageiro e roubar celular em discussão sobre corrida

O motociclista Matheus Fortunato de Jesus Freitas, de 27 anos, foi preso em Cubatão, São Paulo, após uma série de investigações que o ligaram a um crime de agressão e roubo durante uma discussão sobre o pagamento de uma corrida por aplicativo. O caso, que ocorreu em dezembro de 2025, ganhou destaque após a vítima procurar a polícia e relatar os detalhes do incidente.

Detalhes do crime e prisão

Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 12 de dezembro de 2025, quando Matheus Fortunato agrediu um passageiro e roubou seu celular durante uma briga relacionada ao valor da corrida. A vítima, que sacou o aparelho para gravar a discussão, foi atingida por um soco, teve o celular tomado e viu o motociclista fugir do local. O motivo exato do desentendimento não foi divulgado pelas autoridades.

A prisão ocorreu apenas na quinta-feira, 26 de dezembro de 2025, quando policiais do 2º Distrito Policial de Cubatão, sob o comando do investigador-chefe Ricardo Caceres e supervisão do delegado Wagner Camargo Gouveia, cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão temporária na casa do suspeito, localizada no bairro Jardim Casqueiro. Durante a operação, a motocicleta utilizada no dia do crime foi apreendida no imóvel.

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Investigações e antecedentes criminais

As investigações começaram quando a vítima anotou a placa da motocicleta, que se tornou o ponto de partida para a apuração. A polícia descobriu que os dados cadastrados no aplicativo indicavam que o motociclista seria morador de Rondônia, uma informação considerada incompatível com o local do crime em Cubatão. Ao analisar a Carteira Nacional de Habilitação e a foto usada no cadastro, os agentes constataram que não se tratava da mesma pessoa, revelando um caso de falsidade ideológica.

Matheus Fortunato foi identificado após a imagem exibida aos passageiros no aplicativo ser submetida ao sistema de reconhecimento facial da polícia. Ele tem antecedentes criminais que incluem condenações por roubo, extorsão, porte ilegal de arma e associação criminosa, conforme relatado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Desdobramentos e falta de contato

Após a prisão, Matheus foi levado ao 2º DP de Cubatão, onde foi reconhecido pela vítima e encaminhado à cadeia pública. A polícia não informou se o titular dos documentos cadastrados na plataforma e Matheus tinham algum vínculo, deixando essa questão em aberto nas investigações.

O g1 entrou em contato com a empresa 99, responsável pelo aplicativo de corridas, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A defesa de Matheus Fortunato também não foi localizada para comentar o caso, conforme mencionado nas fontes oficiais.

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