Alexandre de Moraes mantém prisão de desembargador Macário Judice por ligação com crime organizado
Moraes mantém prisão de desembargador Macário Judice

Ministro do STF mantém prisão de desembargador acusado de ligações com o crime organizado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A decisão, assinada em 2 de março de 2026, mantém a prisão preventiva do magistrado, que está preso desde dezembro de 2025 por suspeita de envolvimento com o crime organizado no estado do Rio de Janeiro.

Argumentos da defesa rejeitados pela Procuradoria-Geral da República

A defesa de Macário Judice protocolou o pedido de liberdade em 12 de fevereiro, alegando que não havia provas concretas sobre o suposto vazamento de informações do desembargador para Rodrigo Bacellar, figura ligada à operação contra a TH Joias e ao ex-deputado com conexões com o Comando Vermelho. Os advogados argumentaram que as investigações da Polícia Federal não conseguiram comprovar sequer a ocorrência de um encontro entre as partes, o que, segundo eles, derrubaria a base para a manutenção da prisão.

No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra o pedido, sustentando que a gravidade dos delitos e a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal justificam a manutenção das medidas cautelares. Em seu parecer, a PGR destacou que as investigações, materializadas na Petição n. 14.959/RJ, apontam para indícios suficientes que autorizam a prisão preventiva, visando evitar possíveis fugas ou obstruções ao processo.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Decisão de Moraes segue entendimento do procurador-geral

Alexandre de Moraes seguiu o entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao negar o pedido de liberdade. Em despacho, o ministro afirmou que os indícios demonstram a prática de crimes por Macário Judice, incluindo organização criminosa armada com participação de funcionário público e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa.

"Todas essas circunstâncias, inclusive destacadas na decisão de 19 de dezembro de 2025 que manteve a prisão preventiva do requerente, permanecem inalteradas", escreveu Moraes. "Não se verificando qualquer fato superveniente apto a afastar a necessidade e adequação da prisão preventiva decretada. Diante do exposto, indefiro os pedidos formulados e mantenho a prisão preventiva".

A decisão reforça a posição do STF em casos de alto impacto envolvendo suspeitas de corrupção e ligações com facções criminosas, mantendo o magistrado sob custódia enquanto as investigações prosseguem para possível oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar