Médico condenado a 18 anos por estupro de adolescente em consultório tem pena aumentada após recurso
O médico Alfredo Dias Junior, acusado de estuprar uma menor de idade durante uma consulta médica, teve sua pena aumentada significativamente pela Justiça de Goiás. Inicialmente condenado a 6 anos de prisão, ele agora enfrenta uma sentença de 18 anos após um recurso bem-sucedido do Ministério Público. O profissional continua preso desde março de 2025, conforme informações do repórter da TV Anhanguera Honório Jacometto.
Detalhes do caso e revisão judicial
O crime ocorreu em março de 2023, na cidade de Goiânia. A promotora de Justiça Camila Fernandes explicou que, em primeira instância, o juiz considerou o crime como violação sexual mediante fraude, um delito menos grave. No entanto, o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça de Goiás, onde os desembargadores acataram a tese de que se tratava de estupro de vulnerável, resultando no aumento da pena.
Para a promotora, essa condenação reforça que crimes contra crianças e adolescentes serão punidos rigorosamente, independentemente da profissão do autor. Ela destacou que há relatos de outras vítimas do médico, que supostamente as obrigava a se despir no consultório para praticar atos sexuais.
Relembre os fatos do caso
A adolescente, acompanhada da mãe, procurou o médico em março de 2023 devido a dores de estômago. Segundo a denúncia, Alfredo solicitou exames como endoscopia e ultrassom endovaginal. Com os resultados, ele alegou que a jovem tinha "anteversão do útero", popularmente conhecida como "útero invertido", e que isso causava as dores.
O documento do MP relata que o médico pediu à adolescente que retirasse a blusa, abaixasse a calça e se deitasse na maca para "corrigir" a posição do útero no consultório. Ele então acariciou suas mamas, dizendo ensinar o autoexame, e, com uma luva, introduziu os dedos em sua vagina sob o pretexto de colocar o útero no lugar.
Após o ocorrido, a adolescente e a mãe consultaram um ginecologista, que confirmou que o procedimento não tinha respaldo técnico. O Conselho Regional de Medicina (Cremego) informou que Alfredo está suspenso por decisão judicial e não pode exercer a profissão.
A defesa do médico não foi localizada pelo g1 até a última atualização da reportagem. O caso serve como um alerta sobre a importância da vigilância em consultas médicas e a necessidade de proteção a pacientes vulneráveis.



