Polícia investiga possível ligação entre assassinato de corretora e corpo desmembrado em Florianópolis
Ligação entre assassinato de corretora e corpo desmembrado em Florianópolis

Polícia investiga possível ligação entre assassinato de corretora e corpo desmembrado em Florianópolis

A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando uma possível conexão entre dois crimes brutais ocorridos em Florianópolis. O caso mais recente envolve o assassinato e esquartejamento da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, enquanto o outro refere-se a um corpo desmembrado encontrado dentro de uma mala na praia do Santinho em dezembro de 2025.

Semelhanças entre os crimes chamam atenção

As investigações apontam para semelhanças preocupantes entre os dois casos, especialmente quanto à execução das vítimas, a forma de abandono dos corpos e a proximidade geográfica. A mala contendo o corpo não identificado foi descartada próximo ao conjunto residencial onde Luciani e os suspeitos presos moravam, levantando questões sobre possíveis conexões criminosas na região.

Conforme informações da Polícia Civil, parte do corpo de Luciani foi encontrada em Major Gercino, a aproximadamente 100 quilômetros de Florianópolis. Os restos mortais da corretora foram divididos em cinco pacotes diferentes e jogados em um córrego. Já o corpo do homem encontrado na praia do Santinho também havia sido armazenado em sacos, seguindo um padrão similar de ocultação.

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Detalhes sobre a vítima não identificada

O corpo encontrado em dezembro de 2025 ainda não foi identificado pelas autoridades policiais. Segundo a Polícia Civil, trata-se de um homem jovem com idade estimada entre 21 e 23 anos e estatura entre 1,60 e 1,80 metros. A vítima apresentava características distintivas que podem auxiliar na identificação:

  • Piercing na língua
  • Tatuagem semelhante a uma flor de lótus na lateral direita do abdômen
  • Provavelmente alguma palavra tatuada na face posterior da mão esquerda, com uma letra em cada dedo
  • Tatuagem de mãos em oração segurando um terço com a palavra "família" logo abaixo, na parte lateral esquerda do abdômen

O delegado Alex Bonfim ressaltou que ainda não há indícios concretos que vinculem os dois casos, mas destacou a importância da identificação da vítima desconhecida para avançar nas investigações. A Polícia Civil pede a colaboração da população através do telefone 181 para qualquer informação relevante.

Assassinato da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas

A corretora de imóveis gaúcha foi morta e esquartejada em Florianópolis, segundo as investigações da Polícia Civil. Três pessoas já foram presas sob suspeita de envolvimento no crime, que está sendo investigado como latrocínio - roubo seguido de morte.

Luciani foi dada como desaparecida pela família na segunda-feira, 9 de março, após parentes estranharem sua ausência em contatos diários. Os familiares perceberam erros gramaticais incomuns em mensagens enviadas pelo celular da corretora, o que levantou suspeitas de que ela não era quem estava digitando. A desconfiança aumentou quando Luciani não parabenizou a mãe pelo aniversário em 6 de março, algo incomum em seu comportamento.

Durante as investigações, a polícia identificou compras feitas pela internet em nome da vítima utilizando seu CPF, reforçando as suspeitas de crime. O corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino na quarta-feira, 11 de março, e a confirmação de que se tratava de Luciani ocorreu na sexta-feira, 13 de março.

Suspeitos presos no caso

As autoridades policiais já efetuaram três prisões relacionadas ao assassinato da corretora:

  1. Ângela Maria Moro, 47 anos, administradora do conjunto residencial, presa na quinta-feira, 12 de março
  2. Matheus Vinícius Silveira Leite, 27 anos, vizinho de porta da vítima, preso na sexta-feira, 13 de março
  3. Letícia Jardim, 30 anos, namorada de Matheus, também presa na sexta-feira, 13 de março

Segundo informações da Polícia Civil, as partes do corpo de Luciani foram transportadas com o carro da própria vítima até uma ponte na área rural de Major Gercino e jogadas em um córrego. Até o momento, apenas uma sacola contendo restos mortais foi localizada pelas autoridades.

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As investigações continuam em andamento enquanto a polícia busca estabelecer possíveis conexões entre os dois crimes violentos que chocaram a capital catarinense.