Jornalista é condenado a 11 anos por estupro de menor em Campo Grande
Jornalista condenado a 11 anos por estupro de menor em MS

Jornalista recebe pena de 11 anos de prisão por estupro de criança em Mato Grosso do Sul

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o jornalista Renan Lopes Gonzaga a 11 anos de prisão e 16 dias-multa pelo crime de estupro de um menino de 11 anos. O caso ocorreu em setembro de 2025, na cidade de Campo Grande, e a sentença determina que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade.

Detalhes da decisão judicial

A decisão foi publicada no Diário da Justiça nesta quarta-feira (15), após um processo que envolveu alegações de abuso sexual contra a criança. O réu foi absolvido da acusação de fornecer bebida alcoólica a menor, mas a condenação pelo estupro foi mantida com base nas evidências apresentadas.

Renan Lopes Gonzaga está preso em uma penitenciária da capital desde a audiência de custódia, realizada em 4 de setembro do ano passado. A defesa, representada pelo advogado Cristiano Alves, já anunciou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça, argumentando que não existem provas suficientes para sustentar a sentença.

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Argumentos da defesa e contestação

Em declaração, a defesa afirmou: “Em que pese a palavra da vítima nesse tipo de crime ter grande relevância, ela deve ser corroborada por outros meios de provas, o que não ocorreu nesse processo. Nós temos um depoimento da suposta vítima muito frágil, uma única fala. Existem várias contradições no depoimento da suposta vítima e o magistrado, ao ver da defesa, não poderia embasar uma condenação exclusivamente com base no depoimento da suposta vítima.”

Essa posição destaca a controvérsia em torno do caso, com a defesa insistindo na necessidade de mais evidências além do testemunho da criança.

Contexto e desenrolar do caso

Segundo relatos da mãe do menino, a sequência de eventos começou quando a criança participou de uma atividade de atletismo em uma escola municipal no bairro Jardim Noroeste, entre 13h30 e 14h30 do dia 3 de setembro. Após voltar para casa, ele trocou de roupa e saiu novamente sem avisar o destino.

Familiares relataram que o menino comentou com colegas que iria cortar o cabelo na casa de uma tia, mas a mãe não conseguiu confirmar sua presença no salão habitual. Após registrar o desaparecimento na Polícia Civil, ela recebeu uma ligação de um vizinho informando que o menino havia chegado em casa em um carro de aplicativo.

Investigação e apreensões

Na conversa com o filho, ele contou que passou a noite no apartamento de um conhecido de um amigo, desde as 21h do dia anterior. No local, segundo a polícia, houve consumo de bebidas alcoólicas e energéticos, além de música, e o jornalista teria praticado atos libidinosos com ele.

Após o relato, a mãe procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol para denunciar o caso. O delegado e um investigador acompanharam a mãe e o menino até a casa do suspeito, que foi levado para a delegacia. No imóvel, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como:

  • Notebooks
  • Tablets
  • Celulares
  • Câmeras de vigilância

Esses itens foram encaminhados para perícia, e em depoimento, o menino confirmou os abusos e disse que o suspeito costumava atrair crianças para a residência.

Implicações e próximos passos

O caso continua a gerar discussões sobre a eficácia das investigações e a proteção de menores em situações de vulnerabilidade. Com a defesa planejando recorrer, o processo pode se estender no Tribunal de Justiça, enquanto Renan Lopes Gonzaga permanece detido aguardando os desdobramentos legais.

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