Jovens indiciados por estupro coletivo no Rio estão foragidos; vítima é estudante de 17 anos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro considera foragidos quatro jovens e um adolescente indiciados pelo estupro coletivo de uma estudante de 17 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro. As investigações, conduzidas pela 12ª Delegacia de Polícia, incorporaram vídeos do circuito de segurança que mostram os cinco entrando no apartamento onde o crime foi cometido, fortalecendo as evidências do inquérito.
Detalhes do crime e denúncia da vítima
A vítima, após o estupro, pediu ajuda aos familiares e formalizou a denúncia à polícia. Ela relatou que recebeu um convite de um colega de escola para ir à casa de um amigo dele. Ao chegar ao local, o colega – o único adolescente entre os acusados – insinuou que fariam "algo diferente", proposta que a jovem recusou imediatamente. No apartamento, ela foi trancada em um quarto com os homens, que a forçaram a ter relações sexuais.
"Com a negativa [dela], eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra a vítima", detalhou a polícia em nota à imprensa. A corporação solicitou a prisão dos quatro envolvidos e a apreensão do adolescente, que responderão por estupro e por ato infracional análogo ao crime.
Repercussão em instituições: escola e clube de futebol
Dois dos jovens indiciados são alunos do Colégio Federal Pedro II, mesma instituição onde a estudante violentada estuda. A escola abriu um processo administrativo para expulsão dos estudantes envolvidos, afirmando em nota publicada nas redes sociais que "não pode tolerar a barbárie da violência de gênero no país". A instituição garantiu ter acolhido a vítima e sua família, assegurando sigilo sobre o caso.
Um dos jovens indiciados, João Gabriel Xavier Berthô, é jogador de futebol do Serrano FC. O clube anunciou nas redes sociais o afastamento do atleta e a suspensão de seu contrato, citando a gravidade da situação. "O clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência", declarou o time. A Agência Brasil não conseguiu localizar a defesa de Xavier Berthô e permanece aberta a manifestações.
Andamento do caso e medidas policiais
As investigações continuam em andamento, com a polícia empenhada na localização dos foragidos. O caso tem gerado ampla discussão sobre violência de gênero e a responsabilidade de instituições em coibir tais crimes. A sociedade civil e autoridades acompanham de perto os desdobramentos, exigindo justiça para a vítima e punição exemplar aos acusados.



