Operação desmonta fábrica clandestina de armas e prende dois suspeitos na Bahia
Fábrica ilegal de armas desmontada e dois presos na Bahia

Operação policial desmonta fábrica clandestina de armas e prende dois suspeitos na Bahia

Uma ação da Polícia Civil resultou na desarticulação de uma fábrica clandestina de armas e na prisão de dois indivíduos, nesta quarta-feira (4), no estado da Bahia. A operação, que teve como alvo uma organização criminosa, revelou um esquema sofisticado de produção artesanal de armamento, destinado a abastecer quadrilhas atuantes em Salvador e em municípios do interior baiano.

Localização e apreensões na fábrica ilegal

A fábrica foi identificada no município de Governador Mangabeira, situado no Recôncavo Baiano. No local, os policiais realizaram buscas e apreenderam uma série de itens cruciais para o funcionamento do esquema criminoso. Entre os materiais confiscados, destacam-se capas de coletes balísticos, rádios comunicadores e diversos componentes utilizados na montagem de armas artesanais.

Especificamente, foram encontradas molas recuperadoras e carcaças que serviam como base para a fabricação dos artefatos. Esses elementos evidenciam a capacidade da organização de produzir armas de fogo de maneira improvisada, mas com potencial letal significativo.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Prisões e autuações dos suspeitos

As prisões ocorreram em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão. Os detidos são uma mulher de 31 anos e um homem de 35 anos, este último apontado pela polícia como o principal alvo da ação.

O homem era responsável pelo local onde funcionava parte do esquema criminoso, conforme investigações. Além das prisões preventivas, ambos os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Durante as apreensões, a polícia confiscou uma espingarda calibre 12 de fabricação artesanal e dois tabletes de maconha.

Detalhes das investigações e métodos criminosos

As investigações da Polícia Civil indicam que os suspeitos adquiriam, de forma recorrente, réplicas de armas de airsoft, insumos balísticos e peças metálicas utilizadas na conversão desses equipamentos em armas de fogo funcionais. As compras eram realizadas em grande escala por meio de plataformas digitais, facilitando o acesso a materiais perigosos.

Um dos investigados adquiriu cerca de 87 réplicas, outro aproximadamente 30 unidades, e uma terceira suspeita mais de 50, além de acessórios compatíveis com calibres de uso restrito, como o 9mm. Esse volume de aquisições demonstra a extensão do esquema e o risco que representava para a segurança pública na região.

A operação reforça o compromisso das autoridades em combater o crime organizado e a fabricação ilegal de armas, que alimentam a violência em áreas urbanas e rurais da Bahia. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e desmantelar completamente a rede criminosa.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar