Ex-subsecretário do Rio é denunciado por ameaça após post sobre estupro coletivo envolvendo filho
Uma mulher registrou queixa por ameaça contra o ex-subsecretário estadual José Carlos Costa Simonin, pai de um dos réus no caso de estupro coletivo denunciado por uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro. De acordo com o boletim de ocorrência, Simonin teria respondido a um story publicado por ela no Instagram, no qual ela comentava sobre o crime, com mensagens consideradas intimidatórias.
Detalhes da denúncia e contexto do caso
O caso foi formalizado na 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, mesma unidade que investiga o estupro coletivo. A mensagem anexada ao boletim de ocorrência dizia: “Ela é sua filha? É a sua cara. Kkk esconde esses peitos, independente”, indicando uma possível tentativa de constrangimento e ameaça velada. José Carlos ocupava o cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado.
Na última quarta-feira, 4 de março de 2026, ele foi exonerado pelo governador Cláudio Castro, no mesmo dia em que seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, se entregou à polícia após permanecer foragido por cinco dias. A Secretaria estadual informou que a exoneração teve como objetivo preservar a integridade institucional e garantir a apuração responsável dos fatos, destacando a necessidade de transparência em casos de grande repercussão.
Investigação do estupro coletivo e defesa do filho
Vitor Hugo é um dos quatro adultos réus por estupro coletivo e cárcere privado no caso que chocou o Rio de Janeiro. O advogado de defesa do jovem afirma que ele nega envolvimento direto no crime, confirmando que estava no local, mas sustenta que não manteve relações sexuais com a vítima nem cometeu qualquer abuso. A polícia continua investigando os detalhes do estupro coletivo, que envolve alegações graves de violência e sequestro.
O caso levanta questões importantes sobre o uso de poder e a pressão em torno de crimes de grande repercussão, especialmente quando figuras públicas estão envolvidas. A denúncia por ameaça contra José Carlos Simonin adiciona uma nova camada de complexidade, sugerindo possíveis tentativas de influenciar a opinião pública ou intimidar testemunhas.
Repercussões e próximos passos
As autoridades estão analisando as evidências tanto para o caso de estupro coletivo quanto para a denúncia de ameaça. A sociedade civil e organizações de direitos humanos têm acompanhado de perto, exigindo justiça e medidas para combater a violência de gênero. Este episódio reforça a necessidade de mecanismos robustos para lidar com crimes sexuais e garantir que todos, independentemente de posição social, sejam responsabilizados de acordo com a lei.



