Ex-jogador Piá é preso pela quinta vez em Sumaré após tentativa de fuga da polícia
Ex-jogador Piá preso pela 5ª vez em Sumaré após fuga

Ex-jogador Piá é detido pela quinta vez em Sumaré após tentar fugir da polícia

O ex-jogador de futebol Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido como Piá, de 52 anos, foi preso nesta segunda-feira (2) em Sumaré, no interior de São Paulo, após tentar escapar de uma equipe do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep). Este episódio marca a quinta prisão do ex-atleta desde 2014, somando-se a um longo histórico de envolvimento com a justiça, que inclui acusações de fraude em apostas e furtos a caixas eletrônicos.

Piá, que foi ídolo da Ponte Preta e também atuou por Santos e Corinthians, tinha um mandado de prisão em aberto relacionado a um processo de fraude em apostas esportivas. A nova detenção ocorreu quando ele foi abordado pela polícia enquanto dirigia e tentou fugir, chegando a quebrar a cancela de um condomínio com seu veículo. Ele confessou aos policiais que sabia ser procurado pela Justiça.

Histórico de prisões e crimes

O primeiro caso policial envolvendo Piá remonta a julho de 1999, quando ele foi indiciado como coautor do assassinato de um mecânico em Limeira, mas foi absolvido no julgamento. Desde então, sua trajetória foi marcada por uma série de detenções:

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  • 1ª Prisão (23 de janeiro de 2014, Campinas): Preso por tentativa de furto qualificado após ser flagrado com equipamentos para furtar caixas eletrônicos. Passou 21 dias no Centro de Detenção Provisória de Hortolândia e foi solto com habeas corpus.
  • 2ª Prisão (25 de abril de 2015, Americana): Detido em flagrante ao instalar dispositivos para "pescar" envelopes em um caixa eletrônico, enquanto respondia em liberdade provisória pelo crime anterior.
  • 3ª Prisão (14 de agosto de 2015, Bauru): Preso com um comparsa ao tentar furtar envelopes de caixas eletrônicos, resultando na apreensão de ferramentas e cheques.
  • 4ª Prisão (23 de maio de 2020, Cordeirópolis): Capturado em flagrante com um comparsa ao sair de uma agência bancária, com equipamentos de furto e dinheiro apreendidos. Investigação apontou ligação com organização criminosa.

Condenação por fraude em apostas e reviravoltas judiciais

Piá foi condenado a 2 anos, 8 meses e 20 dias de prisão em regime fechado pela 3ª Vara Criminal de Limeira, acusado de tentar subornar um goleiro para alterar o resultado de uma partida de futebol, crime previsto no Estatuto do Torcedor. Em julho de 2025, a condenação foi anulada após um pedido de indulto baseado em decreto presidencial, mas o Ministério Público recorreu e a anulação foi cassada em janeiro de 2026, reativando o mandado de prisão.

Defesa e recomeço como empresário

Em nota, a defesa de Piá destacou que ele não cometeu novos crimes desde a instauração da ação penal, está integrado socialmente, trabalha como empresário de atletas, participa de projetos sociais com crianças carentes e é pai de uma menina de 6 anos, além de ter comorbidades que exigem tratamento constante. No fim de 2023, ele iniciou uma carreira como empresário de atletas, buscando um recomeço após uma trajetória marcada por glórias, problemas judiciais e perdas financeiras.

Este caso ilustra a complexidade da vida pós-carreira de um ex-atleta, mesclando sucesso esportivo com desafios legais e pessoais, enquanto a justiça continua a acompanhar seus passos.

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