Empresário é indiciado por agredir garçonete com copo térmico em bar da Zona Sul de Teresina
A Polícia Civil do Piauí indiciou o empresário Paulo Henrique Pereira por agredir uma garçonete em um bar localizado na Zona Sul de Teresina. O episódio violento ocorreu na tarde do dia 6 de janeiro de 2026, no Conjunto Residencial Esplanada, e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento. Atualmente, o acusado é considerado foragido pelas autoridades policiais.
Acusações graves e detalhes do crime
Conforme informações do 23º Distrito Policial (23º DP), Paulo Henrique foi formalmente indiciado pelos crimes de lesão corporal grave, ameaça, injúria e difamação. A investigação detalha que, durante uma discussão, o empresário utilizou um copo térmico para agredir a garçonete, resultando na fratura de um dos dedos da vítima. A gravidade das lesões exigiu que a funcionária se afastasse de suas atividades laborais por mais de trinta dias, impactando significativamente sua vida profissional e pessoal.
Mulher do acusado também é indiciada por envolvimento no caso
Maria do Socorro Ramos do Nascimento, esposa de Paulo Henrique, também foi indiciada pela polícia, desta vez pelos crimes de falso testemunho e favorecimento pessoal. Em seu depoimento, ela afirmou não ter presenciado a agressão nem visto o marido portando o copo utilizado no crime. No entanto, essa versão entra em clara contradição com os relatos de outras testemunhas e, principalmente, com as imagens capturadas pelas câmeras de segurança do local.
A investigação aponta ainda que Maria do Socorro teria auxiliado o marido a deixar o bar antes da chegada da Polícia Militar, que foi acionada por outra funcionária que testemunhou a violência. O delegado Jarbas Lima, responsável pelo caso no 23º DP, destacou a importância das evidências para desmentir as alegações falsas.
Empresário se recusa a colaborar e inquérito segue para análise judicial
O delegado informou que chegou a estabelecer contato telefônico com Paulo Henrique, mas o empresário não atendeu à intimação policial e se recusou a informar seu paradeiro. Diante da falta de cooperação, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça para as devidas análises e procedimentos legais. Enquanto isso, as buscas pelo empresário continuam ativas, e ele permanece foragido.
O caso exemplifica a seriedade com que as autoridades estão tratando crimes de violência, especialmente quando envolvem agressões físicas graves e tentativas de obstrução da justiça. A comunidade local acompanha com atenção os desdobramentos, esperando que a justiça seja aplicada de forma integral.
