Empresário condenado por atropelar e matar ciclista em SP é preso em Minas Gerais após fugir da Justiça
Empresário condenado por matar ciclista é preso após fuga

O empresário José Maria da Costa Júnior, que foi condenado em novembro de 2025 por atropelar e matar a ciclista Marina Kohler Harkot em novembro de 2020, na cidade de São Paulo, foi preso nesta quarta-feira (22) em Pouso Alegre, localizada no sul do estado de Minas Gerais. A confirmação da prisão foi feita pelo seu advogado, José Miguel da Silva Júnior, em declaração à imprensa.

Fuga após condenação

José Maria estava escondido das autoridades desde o início de novembro do ano passado, quando recebeu a sentença do Tribunal do Júri. Ele foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por homicídio doloso, além de mais um ano em regime aberto pela omissão de socorro à vítima. A decisão foi mantida em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no dia 5 daquele mês, com dois desembargadores votando pela manutenção da pena e um pelo aumento, embora este último tenha sido voto vencido.

Após a confirmação da pena, o empresário, que respondia ao processo em liberdade, deveria ter sido encaminhado para o presídio no dia seguinte. No entanto, ele desapareceu, fugindo da Justiça. Na época, seu advogado afirmou à reportagem que havia orientado o cliente a se apresentar, mas ressaltou que essa seria uma decisão pessoal, fora de sua competência profissional.

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Audiência de custódia e recursos

Na tarde desta quarta-feira, José Maria da Costa Júnior passou por uma audiência de custódia, com a presença de seu defensor. Atualmente, ele aguarda a resposta de um pedido de habeas corpus feito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo José Miguel da Silva Júnior, outros recursos pertinentes ao caso serão interpostos, mas não há prazo definido para o julgamento do habeas corpus.

Ainda não há informações claras sobre se o condenado será transferido para São Paulo. A reportagem tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, mas não obteve resposta até o momento da publicação deste artigo.

Detalhes do crime

O atropelamento ocorreu em novembro de 2020, quando Marina Kohler Harkot, de 28 anos, pedalava na avenida Paulo 6º, no bairro do Sumaré, na zona oeste de São Paulo. Ela foi atingida pelas costas pelo veículo Hyundai Tucson dirigido por José Maria, morrendo instantaneamente no local.

Laudos periciais indicaram que o réu estava embriagado e dirigia em alta velocidade, superior a 90 km/h, quase o dobro do limite permitido de 50 km/h na via. Após o atropelamento, ele fugiu sem prestar socorro à vítima. Momentos depois, foi flagrado por câmeras de segurança do condomínio onde residia, no elevador, acompanhado de uma mulher e sorrindo.

Depoimentos e julgamento

Durante o julgamento de primeira instância, perante a juíza Isadora Botti Beraldo Moro, Costa Júnior negou ter consumido bebida alcoólica no dia do crime. No entanto, a acusação destacou várias contradições entre o depoimento do réu e o relato das testemunhas sobre o consumo de álcool.

O empresário não respondeu às perguntas da Promotoria, mas afirmou à juíza que não percebeu o atropelamento, pensando que poderia estar sendo assaltado. Ele disse que só soube do ocorrido no dia seguinte, através da televisão. Ao ser questionado se desejava fazer uma última manifestação antes de uma pausa no julgamento, Costa Júnior declarou: "Peço perdão a todos. Perdão a todos os envolvidos".

Este caso continua a gerar atenção pública, refletindo questões importantes sobre segurança no trânsito e a eficácia do sistema judiciário brasileiro.

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