Dentista preso em operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras é solto na Bahia
Dentista preso por venda ilegal de canetas emagrecedoras é solto

Dentista preso em operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras é solto na Bahia

O dentista Gustavo Garrido Gesteira, preso na quarta-feira (11) durante uma operação contra revenda irregular de canetas emagrecedoras em Salvador, foi posto em liberdade após audiência de custódia realizada na sexta-feira (13). O homem, e sua esposa, uma médica, foram levados à delegacia após serem encontrados no apartamento onde moravam, em um prédio localizado na região da ladeira da Barra, área nobre da capital baiana.

Medidas cautelares impostas ao dentista

Segundo apuração da TV Bahia, Gustavo Garrido terá que seguir algumas medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo:

  • Comparecer a todos os atos processuais quando determinado
  • Manter o endereço e contato telefônico atualizados
  • Suspender as atividades da Dograria Ondina, estabelecimento que pertence ao dentista localizado no bairro de Ondina, até durar o processo

No imóvel do casal, foram apreendidas diversas canetas emagrecedoras e substâncias proibidas utilizadas para a produção e comercialização desses produtos.

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Operação prende 13 pessoas em múltiplas localidades

A operação policial resultou na prisão de treze pessoas suspeitas de integrar um grupo estruturado para comercialização irregular de canetas emagrecedoras na Bahia. As equipes realizaram três prisões em flagrante e mais dez por mandado de prisão temporária em diversos bairros de Salvador, além de municípios como Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana.

Também foram cumpridos mais 57 mandados de busca e apreensão nessas regiões e na capital de São Paulo. Em Salvador, os mandados foram executados em uma loja em um empresarial no Caminho das Árvores, em uma farmácia em Ondina e em uma clínica localizada em um hospital também no Caminho das Árvores.

Esquema de importação e distribuição irregular

Segundo o delegado Thomas Galdino, diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), o dentista é apontado como o alvo principal da operação. A mulher dele foi ouvida e liberada após os procedimentos iniciais.

O delegado Thiago Costa, titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), forneceu detalhes sobre o esquema: "Ele importa dos Estados Unidos, da Itália, traz de São Paulo, pega receita da esposa para conseguir esse material em clínicas de manipulação em São Paulo, e por isso nós demos mandados de busca e apreensão em uma clínica que já tinha sido alvo de uma operação da Polícia Federal, em São Paulo, em novembro de 2025", afirmou.

Produtos apreendidos e alvos da operação

Durante a operação, foram apreendidos medicamentos diversos, incluindo uma substância proibida no Brasil utilizada para diabetes tipo 2 e obesidade, de nome "Retatrutide". Entre os alvos das medidas judiciais estavam dois hospitais, sete clínicas de estética, uma loja de cosméticos, uma farmácia e diversos imóveis residenciais ligados a profissionais de saúde e estética.

Funcionamento do esquema investigado

A Operação Peptídeos investiga a atuação de uma rede estruturada voltada à comercialização clandestina de substâncias usadas no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, mas que vinham sendo amplamente divulgadas e vendidas para fins estéticos e de emagrecimento. Muitas vezes, esses produtos eram comercializados sem prescrição médica adequada e fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação brasileira.

A polícia informou que as apurações indicam que os produtos eram vendidos principalmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Também foram identificados indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado e a comercialização sem comunicação aos órgãos de vigilância sanitária competentes.

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Equipes envolvidas na operação

A operação contou com a participação de mais de 200 policiais civis, além de equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (DVIS), das Coordenações de Polícia Interestadual (Polinter) e de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Polícia Militar da Bahia (PM-BA).

A investigação continua em andamento para apurar todas as conexões e responsabilidades dentro do esquema de comercialização irregular de substâncias controladas para fins estéticos na região metropolitana de Salvador e em outras localidades do estado da Bahia.