Delegado da Polícia Civil é afastado após suspeita de assédio a criança em praia paraibana
A mãe de uma criança que teria sido vítima de assédio por um delegado da Polícia Civil na praia do Bessa, em João Pessoa, revelou detalhes chocantes do ocorrido. O caso, que aconteceu no domingo (15), resultou no afastamento imediato do servidor, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades.
Relato da mãe expõe gravidade do incidente
Segundo o depoimento emocionado da mãe à TV Cabo Branco, sua filha inicialmente não compreendeu a situação, mas testemunhas a alertaram sobre o comportamento do homem. "Eu não tinha percebido porque eu estava muito doente. Ele ficava entrando no mar e saindo, não foi só diretamente para minha filha, ele também estava olhando para outras mulheres", contou a mulher, destacando que um bombeiro presente no local a orientou a manter a criança afastada.
Quando questionada, a criança descreveu que o delegado estava se tocando de forma inadequada e revelou um detalhe perturbador: no dia anterior, ele havia dado R$ 20 como gorjeta e acariciado sua mão. "Perguntei se ela tinha visto alguma coisa, ela é tão inocente que nem sabia o que era. Então ela chegou para mim e disse que ele estava pegando no 'negócio' dele", relatou a mãe, acrescentando a informação sobre a gorjeta.
Perseguição e ameaças na areia da praia
A mãe, acompanhada por testemunhas, seguiu o suspeito por aproximadamente 500 metros até conseguir abordá-lo perto de um guarda-sol. O homem teria tentado fugir pelo mar ao perceber a aproximação, mas foi contido por bombeiros e outras pessoas presentes.
Durante o confronto, o delegado negou veementemente as acusações e, segundo relatos, ameaçou os presentes. "Ele olhou para o rapaz, negou, disse que era mentira e que não sabia com quem estava mexendo porque era um delegado", afirmou a mãe da vítima. Outras testemunhas confirmaram que o servidor fez ameaças a quem o questionava sobre o ocorrido.
Investigação em andamento e posicionamento oficial
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o delegado foi ouvido no Polo de Vulneráveis da capital, na Delegacia Integrada de Segurança Pública, após ser conduzido para prestar esclarecimentos. O servidor é lotado na Corregedoria da Polícia Civil, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS).
O caso segue sob investigação, com as autoridades coletando depoimentos e analisando as evidências para determinar as medidas cabíveis. A rápida ação de testemunhas e o relato detalhado da família têm sido cruciais para o andamento do processo.



