Homem é condenado por tráfico após matar namorada e esfaquear ex-mulher em Marília
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou Leandro Idalino de Marcos, de 48 anos, a cinco anos e dez meses de prisão por tráfico de drogas. O caso ocorre após ele ser acusado de matar a namorada de 17 anos e esfaquear a ex-mulher no mesmo dia, em Marília (SP). Leandro está preso desde 9 de fevereiro, quando os crimes foram cometidos, e agora enfrenta também processos por feminicídio e tentativa de feminicídio.
Detalhes dos ataques violentos
Segundo a Polícia Civil, os dois ataques ocorreram em 9 de fevereiro. Primeiro, Leandro esfaqueou a ex-companheira em frente a uma academia, na presença da filha do casal. A vítima, que tinha medida protetiva contra ele desde o início de 2024, sofreu perfurações no pulmão, tórax e braço, mas sobreviveu após cirurgias de emergência no Hospital das Clínicas de Marília.
Horas depois, a Polícia Militar encontrou o corpo da namorada de 17 anos no sofá da casa de Leandro. A perícia apontou ferimentos causados por objeto contundente, como um martelo com manchas de sangue apreendido no local. A adolescente estava desaparecida desde 7 de fevereiro, e a mãe só teve notícias após Leandro enviar uma foto dela dormindo em sua casa.
Condenação por tráfico de drogas
A condenação por tráfico se refere a uma abordagem policial em junho de 2024, na casa de Leandro no Jardim Califórnia, em Marília. Na ocasião, ele foi flagrado com porções de maconha, cocaína, comprimidos de ecstasy e R$ 10,7 mil em dinheiro. Inicialmente, a Justiça de Marília havia absolvido Leandro, desclassificando o crime para porte de droga para consumo pessoal e ordenando sua soltura.
No entanto, o Ministério Público recorreu, e o TJ-SP reformou a decisão. Os desembargadores consideraram que a quantidade de dinheiro, a diversidade de entorpecentes e a reincidência do réu comprovam a prática de tráfico. Leandro permanece preso e aguarda julgamento pelos crimes de violência.
Contexto e investigações em andamento
Leandro alegou legítima defesa à polícia, afirmando que a ex-mulher teria contratado a namorada para matá-lo. As investigações continuam para apurar os detalhes dos feminicídios e a conexão com o tráfico. Este caso destaca a gravidade da violência doméstica e a importância da atuação judicial em crimes repetidos.
As autoridades reforçam a necessidade de medidas protetivas eficazes e a vigilância contra a reincidência criminal. A comunidade de Marília segue chocada com a brutalidade dos ataques, que deixaram uma adolescente morta e uma mulher gravemente ferida.



