Calouro é afastado de universidade após mensagens com ameaça de estupro contra colega
O estudante Yuri Guilherme Andrade Cassano, de 20 anos, foi afastado da faculdade onde havia se matriculado recentemente, em Santos, no litoral de São Paulo, após a divulgação de mensagens enviadas por ele em um grupo de amigos, nas quais fazia ameaças de estupro contra uma colega. A Polícia Civil abriu investigação para apurar o caso, que ganhou grande repercussão nas redes sociais.
Investigação e repercussão
Yuri estava afastado desde que capturas de tela de conversas em um grupo no WhatsApp começaram a circular amplamente. Nas mensagens, ele ameaçava cometer violência sexual caso a vítima não correspondesse a investidas. O estudante confessou ter enviado o conteúdo e afirmou que “errou muito”, em declaração transmitida por seu advogado.
De acordo com o advogado Fábio Bosquetti da Silva Costa, que representa o jovem, a família entrou com pedido de desligamento dele da universidade nesta segunda-feira (2). A defesa afirma que a integridade física dele está em risco após as mensagens se tornarem públicas, com a família e o estudante recebendo ameaças de morte, extorsão e tortura.
Contexto das mensagens e desculpas
Em nota enviada por seu advogado, Yuri declarou que as mensagens foram enviadas em um grupo fechado e que elas “não passaram de uma brincadeira de péssimo gosto, horrível e totalmente sem critérios”. Ele também afirmou ter consciência de que o fato de o grupo ser privado não justifica o conteúdo. Conforme apurado, o mesmo grupo também compartilhava imagens que incitavam violência.
Yuri ainda foi acusado de divulgar conteúdos que mostram maus-tratos a um animal silvestre e a um morador em situação de rua, ao retirar o cobertor da vítima. Após a repercussão, o jovem gravou um vídeo que circula nas redes sociais, no qual afirma que não é agressivo e que sempre foi respeitoso com a vítima, pedindo desculpas diretamente.
Posicionamento da universidade
Em nota, a universidade disse que, após intimação formal e suspensão preventiva, o jovem em questão não integra mais o quadro de alunos da Instituição. “A Universidade trata todo e qualquer caso de violência com a máxima seriedade, repudia veementemente condutas que representem desrespeito ou violação à dignidade da comunidade acadêmica e reforça que não compactua com comportamentos incompatíveis com seus valores e princípios institucionais”, afirmou a instituição.
Yuri se mudou de São Paulo para Santos em dezembro de 2025. Ele cursava Educação Física e havia sido afastado preventivamente das atividades presenciais antes do desligamento formal. O caso continua sob investigação da Polícia Civil, com possíveis desdobramentos jurídicos e sociais em andamento.



