Ex-goleiro Bruno Fernandes é declarado foragido após descumprir livramento condicional
Bruno Fernandes, ex-goleiro, é declarado foragido da Justiça

O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, voltou a ser considerado foragido da Justiça e está sendo ativamente procurado pelas autoridades policiais. Nesta quinta-feira, dia 12, o Disque Denúncia do Rio de Janeiro divulgou um cartaz oficial solicitando informações da população que possam auxiliar na localização do ex-atleta, que se encontra em situação de clandestinidade.

Decisão judicial revoga livramento condicional

No último dia 5, a Justiça determinou a expedição de um mandado de prisão para que Bruno retorne imediatamente ao cumprimento da pena em regime semiaberto. A decisão foi tomada após o entendimento unânime de que ele descumpriu flagrantemente as condições impostas durante o período de livramento condicional, violando as regras estabelecidas pelo sistema judiciário.

Viagem não autorizada ao Acre

De acordo com a nova decisão judicial, no dia 15 de fevereiro o ex-goleiro teria viajado para o estado do Acre sem qualquer autorização judicial prévia, com o objetivo declarado de atuar pelo Vasco-AC. Pelas regras rigorosamente estabelecidas pela Justiça, Bruno estava expressamente proibido de deixar o território do estado do Rio de Janeiro, condição fundamental para a manutenção do benefício.

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Ainda segundo o Tribunal de Justiça fluminense, ele não se apresentou voluntariamente para cumprir a determinação de retorno ao regime semiaberto, o que levou diretamente à sua inclusão na lista de procurados pelas forças de segurança. A recusa em cooperar com as autoridades judiciais demonstra um padrão de comportamento que desafia a legalidade.

Histórico do caso e condenação

Bruno Fernandes foi preso inicialmente em 2010, acusado de envolvimento direto no assassinato brutal de Eliza Samudio. Em 2013, após um longo processo judicial, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes graves de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado da modelo. A sentença refletiu a gravidade dos atos cometidos.

Reação da família da vítima

Após a revogação do livramento condicional, Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, concedeu uma entrevista emocionada ao jornal EXTRA, onde comentou a decisão judicial recente. Ela expressou profundos sentimentos de frustração diante do caso e das dificuldades incessantes enfrentadas pela família desde o crime hediondo.

"O Bruno pisa na cabeça da Justiça. O que ele já fez... Ele ficou três anos inteiros sem atualizar o endereço oficial e o oficial de Justiça atrás dele por questão da pensão, vamos ver se vão encontrá-lo no endereço que deu. Vamos esperar para ver o que a Justiça vai fazer, porque a gente não pode fazer nada, não podemos usar os mesmos meios que ele usa, vamos pelos legais, até porque não somos mau-caráter como ele", desabafou Sônia Moura, com voz carregada de emoção.

Protesto marcado e busca por justiça

Atualmente com 41 anos, Bruno foi condenado a 23 anos de prisão pela morte da modelo. Desde então, Sônia Moura tem atuado ativamente e incansavelmente na busca por justiça no caso envolvendo a filha. Ela também informou que participará de um protesto significativo contra o aumento alarmante dos casos de feminicídio no Dia Internacional da Mulher, marcado para o próximo domingo, dia 8, no Posto 3 da orla de Copacabana.

"Que a Justiça consiga olhar com mais empatia, porque nós, familiares que ficam, estamos sequelados para sempre, e tem muita gente que não sabe a diferença de um erro e de uma pessoa que comete crime (...) Eu, hoje, estou um pouco mais crente que a Justiça está fazendo seu papel, como deve ser feito. Espero que não seja só no meu caso, que seja em todos que estão surgindo", afirmou Sônia, com esperança renovada.

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