Novo golpe do Pix errado: saiba como funciona e como se proteger
Golpe do Pix errado: como funciona e se proteger

O aumento do uso do Pix no Brasil trouxe praticidade, mas também abriu espaço para novos golpes. Um dos mais recentes é o chamado “Pix errado”, que explora a boa-fé das pessoas para realizar transferências indevidas. Entenda como ele funciona, como se proteger e o que fazer se você for vítima.

Como funciona o golpe do Pix errado

Nessa fraude, o criminoso faz uma transferência real para a conta da vítima. Em seguida, entra em contato, geralmente por mensagem de texto ou aplicativo, alegando que enviou o dinheiro por engano e pedindo a devolução. O detalhe crucial é que o golpista solicita que o valor seja devolvido para uma conta diferente daquela que fez o depósito original. A vítima, ao atender ao pedido, acaba enviando dinheiro próprio para o fraudador. Paralelamente, o autor do golpe pode acionar o banco alegando fraude na transação inicial, tentando recuperar também o valor que havia enviado.

Como se proteger do golpe

Antes de qualquer ação, é essencial verificar o extrato bancário para confirmar se o dinheiro realmente entrou na conta e identificar quem fez a transferência. A maneira mais segura de devolver um valor recebido por engano é utilizar a função de estorno disponível no próprio aplicativo do banco. Esse recurso garante que o dinheiro retorne à conta de origem. Além disso, desconfie de mensagens com tom de urgência ou pressão, pois essa abordagem é comum em golpes para impedir que a vítima analise a situação com calma.

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Fui vítima. O que fazer?

Se houver suspeita de golpe, o ideal é acionar imediatamente o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central. Esse sistema permite que o banco da vítima notifique a instituição recebedora para tentar bloquear os valores. O pedido pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco, com prazo de até 80 dias após a transação. A análise pode levar até sete dias.

Perguntas frequentes

Não devolver um Pix recebido por engano é crime? Sim. A legislação brasileira considera apropriação indébita manter valores recebidos por erro. A devolução é obrigatória, mas deve ser feita pelos canais oficiais para garantir segurança.

Como funciona o bloqueio pelo MED? Após a solicitação, o banco analisa o caso. Se houver indícios de fraude, o valor pode ser bloqueado na conta do recebedor e, após análise, devolvido total ou parcialmente, dependendo do saldo disponível.

Qual é a forma correta de devolver um Pix? A recomendação é acessar o extrato, selecionar a transferência recebida e usar a opção “devolver”. Esse é o único procedimento que garante o estorno correto dentro do sistema bancário.

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