Golpe da facção: delegado explica como funciona a extorsão por telefone no Piauí
Golpe da facção: delegado explica extorsão por telefone

Uma família em Teresina passou cerca de 20 horas fora de casa após criminosos se passarem por integrantes de uma facção, ameaçarem invadir a residência e exigirem dinheiro. O caso, ocorrido recentemente, foi detalhado pelo delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, em entrevista à TV Clube nesta segunda-feira (11).

Como funciona o golpe

Segundo o delegado, os golpistas utilizam ligações telefônicas ou mensagens por aplicativos, munidos de informações pessoais das vítimas, como nome e endereço. A escolha das vítimas é aleatória, e os dados frequentemente estão expostos na internet, especialmente em redes sociais. No caso da família, eles transferiram R$ 300 e dormiram em um hotel após as ameaças, que não se concretizaram.

Orientações do delegado

O delegado orienta que a vítima não realize transferências bancárias, registre boletim de ocorrência, bloqueie o contato e guarde provas, como capturas de tela. Também recomenda conversar com um familiar de confiança e observar o sotaque do golpista, pois muitos criminosos estão em outros estados, como Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A presença do DDD 86 não indica necessariamente que o suspeito está no Piauí.

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Casos desde 2025

Outros casos já foram registrados desde 2025, mas nenhum suspeito foi identificado até o momento. A polícia continua investigando.

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