Esquema de falsificação de tênis movimentou R$ 10 milhões em Minas Gerais usando plataformas digitais
Falsificação de tênis movimenta R$ 10 milhões em MG com vendas online

Esquema milionário de falsificação de tênis é desmantelado pela Polícia Civil em Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desvendou um sofisticado esquema de falsificação de tênis que movimentou aproximadamente R$ 10 milhões nos últimos dois anos, utilizando plataformas digitais como principal canal de vendas. A investigação, iniciada após denúncia do Mercado Livre com apoio da marca Adidas, revelou uma organização criminosa estruturada que operava em duas cidades mineiras.

Operação resulta em apreensões e bloqueios financeiros

Durante as diligências policiais, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão que resultaram na apreensão de cerca de 15 mil pares de tênis falsificados em depósitos ligados ao grupo. A polícia também conseguiu o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em contas bancárias associadas aos investigados. Atualmente, 14 pessoas são alvo das investigações, mas ainda não houve prisões, pois o inquérito continua em andamento para identificar com precisão a hierarquia da organização.

O delegado responsável pelo caso, Anderson Kopke, explicou a complexidade da investigação: "Nessas operações você encontra trabalhadores. São empresas que têm CNPJ registrado, indivíduos com carteira assinada. A pessoa que é responsável mesmo exige uma investigação mais estruturada, para gente conseguir colocar numa pirâmide organizacional, para identificar quem é chefe e assim indiciar corretamente os responsáveis".

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Estrutura organizacional dividida entre produção e vendas

Segundo as investigações da PCMG, a organização criminosa operava com dois núcleos principais bem definidos:

  • Nova Serrana: Centro de produção dos tênis falsificados, onde ocorria a fabricação dos produtos.
  • Ouro Branco: Base logística e comercial, responsável pelo armazenamento e venda dos artigos.

A comercialização ocorria predominantemente através de plataformas digitais, incluindo o Mercado Livre, redes sociais como Instagram e até sites próprios criados pelo grupo. A investigação também identificou o uso de empresas de fachada registradas em nome de terceiros para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas atividades ilegais.

Próximos passos da investigação

As investigações continuam ativas, com o próximo foco sendo a análise detalhada do material apreendido. A polícia busca compreender completamente a estrutura da organização e identificar os principais responsáveis pelo esquema. A análise das movimentações financeiras ainda depende da quebra de sigilos bancário e fiscal autorizada pela Justiça, o que deve trazer mais informações sobre a extensão das operações criminosas.

O caso teve início a partir de uma denúncia feita por representantes do Mercado Livre com apoio da Adidas sobre a venda em grande volume de produtos falsificados a partir de Ouro Branco. A partir dessa informação, os investigadores realizaram trabalho de campo e cruzamento de dados que permitiram desvendar a operação criminosa.

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