Capivara agredida na Ilha do Governador apresenta evolução positiva após atendimento veterinário
A capivara que foi brutalmente agredida por um grupo de homens na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, apresentou melhora significativa ao longo da madrugada deste domingo (22). Segundo o veterinário Jeferson Pires, do Núcleo Veterinário de Vargem Grande, onde o animal está internado, o bicho passou a noite "evoluindo de maneira muito positiva" após receber os primeiros atendimentos ainda no sábado (21).
Estado clínico do animal inspira cuidados apesar da melhora
O veterinário detalhou que a capivara, um macho adulto de 64 kg, precisou ser sedada para a realização dos procedimentos médicos, já que, mesmo em estado grave, reagia às tentativas de tratamento. "A gente percebeu que ele estava com traumatismo craniano. Ele tem vários edemas em cabeça, tinha sangramento nasal também, e apresentava um quadro neurológico sugestivo", explicou Jeferson Pires.
Após o atendimento inicial, o animal foi monitorado constantemente durante toda a madrugada. Pela manhã, o profissional relatou uma melhora considerável no quadro clínico: "Esse animal agora pela manhã se encontra bem, está de pé, está mais alerta, mais responsivo, reagindo à aproximação".
No entanto, o veterinário alertou que a situação ainda requer atenção especial: "Não dá para tirar ele ainda de risco. A gente sabe que ainda tem risco de evoluir de maneira negativa", afirmou, destacando que o animal continua sob observação médica rigorosa.
Polícia Civil prende suspeitos e investiga detalhes do ataque
O caso ocorreu na madrugada de sábado (21), na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o animal foi perseguido e espancado por um grupo utilizando pedaços de pau.
Horas após o incidente, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a prisão de seis homens adultos e a apreensão de dois adolescentes suspeitos de participação no ataque violento. De acordo com as investigações, todos os envolvidos são moradores da comunidade do Guarabu.
Os adultos presos vão responder pelos crimes de:
- Maus-tratos a animais
- Associação criminosa
- Corrupção de menores
Já os dois adolescentes apreendidos vão responder por atos infracionais análogos aos mesmos crimes. A polícia continua investigando as circunstâncias exatas do ataque e possíveis motivações por trás da violência contra o animal.
O caso tem mobilizado autoridades e defensores dos direitos animais, que acompanham tanto a recuperação da capivara quanto o andamento das investigações policiais. A agressão a animais silvestres configura crime ambiental com penas que podem incluir multas e detenção, conforme a legislação brasileira.



