PRF prende dupla no RS com cágados e pescado ilegal em veículo sem bancos
Uma operação de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na prisão de dois homens no Rio Grande do Sul, após a descoberta de animais silvestres e uma carga de pescado sendo transportados de forma irregular. O flagrante ocorreu na tarde de domingo (22), na BR-392, em Rio Grande, quando os policiais abordaram um veículo Celta que chamou a atenção por estar sem os bancos traseiros.
Descoberta de animais e pescado em condições inadequadas
Durante a inspeção do interior do carro, os agentes encontraram quatro cágados silvestres e 45 quilos de pescado já processado, ambos sem o acondicionamento adequado exigido por lei. Os animais estavam expostos no veículo, o que configura uma situação de risco para sua saúde e bem-estar, enquanto o pescado era transportado sem as condições sanitárias necessárias.
Os dois homens, com idades de 45 e 35 anos, tentaram justificar a situação alegando que haviam recolhido os cágados às margens da rodovia e planejavam soltá-los em Rio Grande. Quanto ao pescado, afirmaram que foi adquirido em Pelotas e teria como destino a mesma cidade gaúcha. No entanto, essas explicações não foram suficientes para evitar a prisão em flagrante.
Consequências legais e destinação dos itens apreendidos
Os acusados devem responder por crime ambiental, conforme a legislação brasileira que protege a fauna silvestre e regulamenta o transporte de produtos de origem animal. Após a apreensão, o pescado foi encaminhado para descarte apropriado, visando evitar riscos à saúde pública, enquanto os cágados foram devolvidos ao seu habitat natural, assegurando sua reintegração ao meio ambiente.
Este caso destaca a importância da fiscalização constante nas rodovias para combater atividades ilegais que prejudicam a biodiversidade e a segurança alimentar. A PRF reforça seu compromisso com a proteção ambiental e alerta a população sobre as graves consequências de práticas como essa, que podem resultar em penalidades severas, incluindo multas e prisão.



