Cadela comunitária Pretinha é assassinada a tiros em Pancas; suspeito preso com arma ilegal
Uma cadela comunitária, carinhosamente conhecida como Pretinha, foi brutalmente assassinada a tiros no distrito de Lajinha, localizado no município de Pancas, no Noroeste do Espírito Santo. O crime ocorreu na tarde de domingo, dia 19, e gerou uma onda de indignação entre os moradores da região, que cuidavam do animal com afeto e dedicação.
O suspeito, um homem de 28 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar após uma rápida ação desencadeada por denúncias de testemunhas. De acordo com relatos, a cadela foi atingida por disparos quando se aproximou da residência de um vizinho, em um ato de violência que chocou a comunidade local.
Detalhes da investigação e apreensão de arma
Ao ser acionada, a Polícia Militar iniciou buscas imediatas na região e localizou o suspeito dentro de sua própria casa. Inicialmente, o homem negou ter atirado contra o animal, mas uma moradora relatou ter presenciado o momento exato do disparo e ouvido o barulho característico de um tiro.
Questionado sobre a possível arma utilizada no crime, o suspeito afirmou que havia levado um rifle até a casa do sogro pouco antes da chegada dos policiais. Os militares seguiram para o endereço indicado e encontraram o armamento, além de carregadores e munições, que foram apreendidos como prova material.
A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos contra animal e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Após a conclusão dos procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, aguardando as próximas etapas do processo judicial.
Repercussão política e contexto do crime
O caso ganhou dimensão política com a manifestação da deputada estadual Janete de Sá, presidente da CPI de Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Em declaração enfática, ela classificou o crime como uma "covardia inaceitável" e destacou que atos de crueldade contra animais não ficarão impunes.
O episódio ocorreu durante o chamado Abril Laranja, mês dedicado à conscientização e combate aos maus-tratos a animais, o que ampliou ainda mais a repercussão negativa do crime. A cadela Pretinha era uma figura querida na comunidade, havia sido castrada recentemente por meio de um programa municipal e, embora tivesse sido adotada, continuava circulando pelo bairro, onde recebia cuidados e carinho dos moradores.
A morte violenta de Pretinha serve como um triste alerta sobre a necessidade de fortalecer as políticas de proteção animal e a fiscalização do porte ilegal de armas, especialmente em comunidades onde animais comunitários dependem da solidariedade humana para sobreviver.



