A deputada federal Erika Hilton (PSOL) manifestou-se publicamente nesta segunda-feira, 27, após a atriz Cássia Kis ser acusada de transfobia em um banheiro de shopping na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Hilton classificou como irrelevantes os argumentos que sugerem que homens se fantasiariam de mulheres para assediar mulheres cis, criticando a transformação do tema em debate nacional.
O incidente
O caso ocorreu no sábado, 25, quando a vítima registrou a discussão com Cássia Kis e compartilhou o vídeo nas redes sociais. Nas imagens, a atriz afirma: “Eu frequento banheiro feminino, não vou ao banheiro dos homens”. A repercussão reacendeu um antigo debate sobre o uso de banheiros públicos por pessoas trans.
Argumentos da extrema-direita
Parte dos comentários nas redes sociais defende que homens cis poderiam se vestir de mulher para cometer violência sexual, sugerindo que o acesso ao banheiro deveria ser restrito ao sexo biológico. Erika Hilton rebateu: “A extrema-direita não pode combater homens abusadores, não pode apoiar a educação contra a violência de gênero ou mecanismos de defesa e acesso à justiça efetivos para mulheres e meninas. Eles perderiam muitos eleitores. Restou o pânico moral e a pauta inventada.”
“Desde quando o direito de determinada população de fazer um xixi em paz é um debate nacional? Essa não é uma preocupação real do povo brasileiro. Mas como a extrema-direita é incapaz de atender às preocupações reais, precisam inventar problemas para oferecer soluções. Precisam colocar um alvo na testa de determinadas populações pra oferecer armas e ódio às outras”, declarou a deputada.
Repercussão nas redes
O vídeo do incidente gerou milhares de compartilhamentos e comentários, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos da atriz. Enquanto alguns defendem a liberdade de expressão, outros reforçam a necessidade de respeito à identidade de gênero. O caso reacendeu discussões sobre transfobia e os desafios enfrentados pela comunidade trans no Brasil.



