Mortandade de peixes no rio Igarapé Grande preocupa comunidades do Bailique, no Amapá
Peixes mortos em rio do Amapá afetam saúde de moradores

Moradores do distrito do Bailique, localizado em Macapá, no estado do Amapá, registraram neste domingo, dia 15, uma situação alarmante: a morte em massa de várias espécies de peixes no rio Igarapé Grande, na região conhecida como Terra Grande. Um vídeo amplamente compartilhado mostra os animais boiando na água, indicando um grave problema ambiental que afeta diretamente as comunidades locais.

Comunidades afetadas e relatos preocupantes

As comunidades impactadas incluem Vila Maranata, Vila Equador, Monte Carlos, Boa Esperança, Filadélfia e Campos do Jordão. A professora Jaciléia Maciel, residente na Vila Maranata, destacou que o fenômeno não se limita a uma única espécie, mas atinge diversas, como pescada, bagre, raia, piaba e sarga. Ela suspeita que as causas estejam relacionadas a fatores naturais, como as chuvas intensas, a presença de folhas podres e galhos no rio. "O odor aqui no rio está horrível", afirmou, expressando a preocupação de todas as famílias da região.

Impactos na saúde das famílias

Além da mortandade dos peixes, os moradores relataram que a qualidade da água tem afetado seriamente a saúde das comunidades. O rio é utilizado para atividades domésticas essenciais, como lavar roupas e escovar os dentes, o que aumenta significativamente o risco de contaminação. Érica de Paula, agente de saúde e moradora do Bailique, contou que a situação já está causando sintomas graves, especialmente em crianças. "A gente precisa da água do rio para várias coisas, como lavar roupa e escovar os dentes. Isso está prejudicando, já está dando vômito e diarreia nas crianças", disse, enfatizando a urgência de intervenções.

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Pedidos de ajuda e resposta das autoridades

Diante da crise, os moradores estão pedindo atenção imediata das autoridades para investigar as causas da mortandade dos peixes e implementar medidas de proteção à saúde pública. Em resposta, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) informou que acionou o Batalhão Ambiental. Uma equipe do Batalhão, que permanece de prontidão na Vila Progresso, foi mobilizada para realizar um levantamento detalhado e checar as possíveis causas do ocorrido.

Suspeitas iniciais e investigações em andamento

A suspeita inicial das autoridades é de que o fenômeno esteja relacionado a fatores naturais, como a chegada do inverno e a influência da água salgada na região. No entanto, investigações mais aprofundadas são necessárias para confirmar essas hipóteses e descartar outras possíveis causas, como poluição ou contaminação química. A situação exige monitoramento contínuo e ações rápidas para mitigar os impactos ambientais e sanitários.

Enquanto isso, as comunidades do Bailique continuam enfrentando os desafios diários causados pela contaminação da água, com famílias preocupadas com a saúde de seus membros e a sustentabilidade de seus modos de vida tradicionais, que dependem diretamente dos recursos naturais locais.

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