Água vermelha em praias de Ilhabela é causada por microrganismo não tóxico, diz Cetesb
Água vermelha em Ilhabela tem causa identificada por Cetesb

Fenômeno de água vermelha em Ilhabela é explicado por autoridades ambientais

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) esclareceu nesta sexta-feira (3) que a coloração avermelhada observada no mar do Litoral Norte paulista tem origem no microrganismo Mesodinium rubrum, um tipo de ciliado que não apresenta toxicidade significativa. A análise foi realizada com base em amostras coletadas no Canal de São Sebastião, após registros visuais de alteração na cor da água em praias como Curral e Veloso, localizadas no município de Ilhabela.

Alteração visual sem riscos graves à saúde humana

Segundo a Cetesb, em concentrações elevadas, esse organismo pode provocar mudanças visíveis na tonalidade do mar, exatamente como foi documentado nos últimos dias. Embora não represente um perigo substancial para a saúde pública, a recomendação oficial é que banhistas e praticantes de esportes náuticos evitem áreas com a coloração modificada. Indivíduos mais sensíveis podem experimentar irritações cutâneas ou coceira após o contato com a água nessas condições.

Monitoramento contínuo e novas coletas programadas

O monitoramento de florações de algas com potencial tóxico é conduzido de maneira permanente por um grupo intersecretarial, que inclui a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a Secretaria da Saúde e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Novas coletas de amostras estão agendadas para os dias 7 e 8 de abril, quando equipes da Defesa Agropecuária realizarão análises complementares para acompanhar a evolução do fenômeno.

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O governo do estado mantém vigilância sobre a ocorrência, e a população pode reportar alterações ambientais através do telefone 0800 500 1350. A situação inicialmente gerou apreensão entre moradores e ambientalistas, que suspeitavam de uma maré vermelha – fenômeno natural caracterizado pela proliferação excessiva de microalgas, algumas das quais podem produzir toxinas prejudiciais à vida marinha e à saúde humana.

Registro fotográfico e acompanhamento científico

O registro visual do fenômeno foi capturado pelo fotógrafo Rafael Mesquita e divulgado recentemente, ampliando a discussão pública sobre o assunto. O Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (USP) também está envolvido no monitoramento do caso, garantindo uma abordagem científica abrangente. A chamada maré vermelha, quando ocorre, pode de fato representar riscos, especialmente através do contato direto ou do consumo de frutos do mar contaminados, mas a Cetesb assegura que não é o cenário atual em Ilhabela.

As autoridades reforçam a importância da precaução, mesmo diante da baixa toxicidade identificada, e continuam a avaliar o impacto ambiental local. A transparência nas informações busca tranquilizar a comunidade enquanto se aguardam os resultados das próximas análises.

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