Um apagão prolongado atinge os bairros do Leme e de trechos de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, desde o último sábado, causando transtornos a moradores e comerciantes. Diante da situação, a Justiça fluminense determinou que a concessionária Light restabeleça imediatamente o fornecimento de energia elétrica na região.
Decisão judicial impõe multas milionárias
A decisão, proferida na segunda-feira, dia 5 de janeiro de 2026, estabelece uma multa diária de R$ 200 mil para a Light em caso de descumprimento, com um teto inicial de R$ 1 milhão. Além disso, a empresa foi obrigada a divulgar informações claras e atualizadas sobre a situação da rede e as áreas afetadas, inclusive em sua conta no Instagram, sob pena de uma multa adicional de R$ 20 mil por dia.
A ação civil pública foi movida pela Defensoria Pública do Rio, que alegou que os moradores estavam sem luz há mais de 45 horas ininterruptas. Para a Justiça, a interrupção prolongada do serviço essencial impacta diretamente a dignidade, a saúde e a segurança da população, com efeitos mais graves para idosos, crianças, pessoas doentes e residentes de áreas vulneráveis, como as comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira.
Causa do problema e esforços de reparo
De acordo com a Light, o apagão foi provocado pelo furto de quase três quilômetros de cabos de energia. A empresa informou, através de suas redes sociais, que mais de cem profissionais trabalham desde sábado para recompor a rede danificada.
Nesta terça-feira, 6 de janeiro, a concessionária afirmou que a energia foi restabelecida pela manhã na região e que suas equipes atuavam apenas em casos pontuais de irregularidade. Para minimizar os impactos, a Light vem utilizando geradores para garantir o fornecimento temporário.
Consequências para a população
O blecaute prolongado trouxe uma série de complicações para o dia a dia dos cariocas. Além da escuridão e da interrupção de atividades comerciais, a falta de energia elétrica afetou até mesmo o abastecimento de água em locais que dependem de bombas elétricas para o funcionamento do sistema hídrico.
A situação expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade da infraestrutura urbana e os prejuízos causados por crimes contra o patrimônio público, como o furto de cabos, que acabam penalizando milhares de cidadãos. A determinação judicial busca não apenas a solução imediata do problema, mas também maior transparência da concessionária em comunicar à população sobre o andamento dos serviços.