Polícia Ambiental apreende 277 aves silvestres em operação contra tráfico ilegal em Alagoas
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) realizou uma operação de combate ao crime ambiental no último domingo (22), resultando na apreensão de 277 aves silvestres em Alagoas. A ação, denominada Operação Feira Livre, foi executada simultaneamente nos municípios de Arapiraca, no Agreste, e na capital Maceió, com foco na repressão à comercialização ilegal de animais da fauna brasileira.
Espécies ameaçadas de extinção entre os resgatados
Durante as buscas, as equipes policiais encontraram os animais em uma feira livre e em diversos cativeiros ilegais localizados em bairros específicos. Em Arapiraca, as apreensões ocorreram no bairro de Canafístula, enquanto em Maceió as ações se concentraram nos bairros Levada e Tabuleiro do Martins.
Segundo informações divulgadas pelo BPA, entre as espécies resgatadas em Arapiraca, destacam-se 244 aves classificadas como ameaçadas de extinção, incluindo exemplares de:
- Sete-cores
- Azulão
- Corrupião
Além dessas, foram encontrados outros animais, como 75 galos-de-campina, 39 extravagantes e 26 canários-da-terra. Em Maceió, a operação resultou na apreensão de mais 12 pássaros silvestres, ampliando o total de resgates.
Estrutura de cativeiro e denúncias investigadas
Durante as diligências, os policiais identificaram uma variedade de gaiolas utilizadas para a manutenção e transporte dos animais. Entre elas, estavam tanto modelos comuns quanto as conhecidas como "viajante", especificamente desenhadas para o deslocamento das aves. Todas as gaiolas continham espécimes da fauna silvestre brasileira que estavam sendo comercializados de forma irregular, sem qualquer autorização dos órgãos ambientais competentes.
No bairro Canafístula, em Arapiraca, uma denúncia sobre aves mantidas em cativeiro levou ao resgate de 11 animais. No local, havia um viveiro com pássaros silvestres e outros espécimes dentro da residência, incluindo um papagaio que também integra a lista de espécies ameaçadas de extinção.
Em outra propriedade, também alvo de denúncia, a Polícia Militar encontrou mais 30 aves mantidas em condições ilegais de cativeiro. Diante da ausência de autorizações ambientais, foram lavrados os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) correspondentes, documentando as infrações identificadas.
Destinação dos animais apreendidos e procedimentos futuros
Todos os 277 animais apreendidos durante a operação foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No centro, os pássaros passarão por uma triagem inicial, receberão os cuidados veterinários necessários e serão submetidos aos procedimentos cabíveis para sua reabilitação e possível reintrodução ao habitat natural.
A operação reforça o compromisso das autoridades no combate aos crimes ambientais, especialmente aqueles relacionados ao tráfico de animais silvestres, prática que coloca em risco a biodiversidade do país e contribui para o desaparecimento de espécies já vulneráveis.



