Pedro Motta Popoff, conhecido como Pedro do Cordel, começou a fazer sucesso aos 10 anos, encantando o público com seu amor pela cultura nordestina. Hoje, aos 20, ele é cantor, poeta e palestrante, e leva o cordel no 'sobrenome'. Natural de Bauru, interior de São Paulo, Pedro não tem raízes familiares no Nordeste – é neto de imigrantes russos –, mas encontrou nos versos e na música nordestina uma paixão para a vida inteira.
Cordelteca itinerante
Pedro idealizou o projeto 'EnCanta Cordel na Estrada', que transformou um ônibus em uma cordelteca sobre rodas. A iniciativa reúne mais de 3 mil exemplares de cordel e oferece visitas, oficinas, palestras e apresentações musicais gratuitas. 'Muitos professores, alunos e curiosos me procuravam pedindo títulos emprestados. Com essa demanda, resolvi montar um espaço para imersão cultural e literária', explica.
Música e poesia
As apresentações musicais do projeto misturam Luiz Gonzaga, Almir Sater, Raul Seixas e Beatles, além de músicas autorais de Pedro. 'A música é a única maneira de fazer uma viagem no tempo. O show é uma proposta de reencontro com memórias de 50, 60 anos atrás', destaca.
Roteiro do projeto
O 'EnCanta Cordel na Estrada' passa por Uru (15 e 16 de maio), Presidente Alves (22 e 23 de maio), Reginópolis (29 e 30 de maio) e Pongaí (3 e 6 de junho). Em cada cidade, há dois dias de programação com palestras, visitas ao ônibus, oficinas de isogravura, feira criativa e shows gratuitos.
Infância e sucesso
Pedro começou a declamar cordel aos 10 anos e, aos 12, já apresentava o projeto 'Brincando de Cordel' em escolas. O interesse pela cultura nordestina surgiu aos 5 anos, ao assistir a um filme de cangaço no YouTube. 'Minha família não tem raízes no Nordeste. A família do meu pai é de origem russa. Causou espanto quando comecei a me interessar pelo Nordeste', conta.
A primeira cordelteca de Bauru foi criada há sete anos, e desde então Pedro reúne milhares de exemplares, recebendo estudantes e admiradores da literatura popular.



