Juiz de Fora: Oito vítimas das chuvas permanecem internadas, incluindo jovem em estado gravíssimo
Juiz de Fora: Oito vítimas das chuvas ainda internadas

Juiz de Fora enfrenta consequências graves após chuvas históricas

Oito pessoas vítimas das intensas chuvas que atingiram Juiz de Fora ainda permanecem internadas em hospitais da cidade, conforme informações atualizadas da Prefeitura Municipal. Entre os pacientes, um jovem encontra-se em estado gravíssimo, após ter sofrido a amputação de uma perna devido aos ferimentos. Outro paciente está em estado grave, exigindo cuidados médicos intensivos.

Situação médica das vítimas e balanço da tragédia

Além dos dois casos mais críticos, outras seis vítimas estão em acompanhamento médico com ferimentos considerados leves. A tragédia, que ocorreu na noite de segunda-feira, 23 de março, resultou em um saldo trágico de 65 mortos. Uma das vítimas fatais, Jaqueline Teodoro de Fátima Vicente, moradora do bairro Paineiras, chegou a ser socorrida com vida, mas veio a falecer dois dias após o incidente.

Mais de 8.500 desabrigados e desalojados em diversos pontos da cidade

Mais de uma semana após o desastre, a situação de moradia continua crítica para milhares de habitantes. De acordo com o balanço oficial da Prefeitura, aproximadamente 500 pessoas estão desabrigadas, enquanto cerca de 8 mil encontram-se desalojadas em diferentes regiões de Juiz de Fora. Muitas famílias ainda não puderam retornar às suas residências devido aos danos estruturais e aos riscos persistentes.

Vias evacuadas e impactos no trânsito local

Nesta quarta-feira, 4 de abril, a Defesa Civil atualizou a lista de vias que permanecem evacuadas, totalizando mais de 55 ruas. Entre elas, destaca-se a Rua Natalino José de Paula, localizada no Parque Burnier, onde 22 pessoas perderam a vida após mais de 12 casas terem sido soterradas. Os impactos da destruição também se refletem no trânsito da cidade, com diversas vias impedidas para o tráfego de veículos. A Estrada Engenheiro Gentil Forn, por exemplo, segue bloqueada sem previsão de liberação, complicando a mobilidade urbana e a logística de reconstrução.

O episódio climático foi classificado pelo Instituto Nacional de Meteorologia como extremamente atípico, marcando o mês mais chuvoso da série histórica na região. A comunidade local e as autoridades continuam mobilizadas para oferecer suporte médico, como atendimentos gratuitos no Hospital Albert Sabin, e para planejar a reconstrução das áreas afetadas, em um desafio que envolve desde a assistência imediata até a recuperação a longo prazo.