Medidas federais para reconstrução na Zona da Mata mineira após temporal
Os moradores da Zona da Mata de Minas Gerais começam, aos poucos, a retomar suas rotinas após o temporal devastador que atingiu a região na última semana. Neste contexto, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, anunciou nesta segunda-feira (2) duas novas ações do governo federal para auxiliar as famílias afetadas pelas fortes chuvas.
Compra assistida de imóveis usados
Uma das principais medidas é a implementação da compra assistida de imóveis usados, seguindo o mesmo modelo utilizado em 2024 para ajudar os desabrigados no Rio Grande do Sul. Neste programa, a família indica uma casa já existente ao governo, a União realiza a compra do imóvel e o entrega à família. Outra alternativa disponível é o repasse de casas e apartamentos que ainda estão em construção.
Segundo o ministro, a Caixa Econômica Federal vai abrir ainda nesta semana um sistema online para que proprietários de apartamentos e casas em Minas Gerais possam cadastrar o interesse em vender seus imóveis. Essas residências serão, então, apresentadas às pessoas desabrigadas que também estiverem cadastradas na mesma plataforma.
"O presidente Lula determinou que os ministérios, especialmente a Caixa Econômica e o Ministério das Cidades, hajam de forma muito breve, aproveitando a experiência que tivemos no Rio Grande do Sul, para que a gente utilize o método mais rápido e mais eficiente que se mostrou o método da compra assistida", explicou Rui Costa durante o anúncio.
Linha de crédito para empresários
Além do programa habitacional, o governo federal também vai publicar nesta semana medidas legais para abrir uma linha de crédito de financiamento direcionada a empresários das duas principais cidades afetadas pelos deslizamentos e alagamentos: Juiz de Fora e Uba.
Os levantamentos dos danos ainda estão em andamento, inclusive nas zonas rurais dessas localidades. Demandas adicionais podem surgir nos próximos dias, mas a caracterização principal já está definida.
"Uma cidade [Juiz de Fora] de impacto maior nas residências, em função do deslizamento, outro impacto maior do prejuízo causado pela enchente na atividade econômica de Uba", detalhou o ministro, destacando a necessidade de apoio diferenciado para cada realidade.
Solidariedade no resgate e acolhimento
Enquanto as medidas governamentais são implementadas, a solidariedade comunitária segue forte na região. Moradores locais têm se unido aos bombeiros nos trabalhos de resgate e no acolhimento das famílias desabrigadas, demonstrando a força coletiva diante da adversidade.
A prioridade agora é garantir que as famílias tenham um lar seguro e que os negócios locais possam se recuperar rapidamente, minimizando os impactos econômicos e sociais do desastre natural.



