Chuvas em Ubá: Indenizações por veículos devem atingir R$ 40 milhões após temporal devastador
Mais de quinze dias após o temporal que devastou a cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, veículos continuam sendo retirados de dentro do rio, em um cenário de destruição que ainda persiste. Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), os estragos na região devem gerar quase R$ 40 milhões em indenizações, um valor expressivo que reflete a magnitude do desastre.
Tragédia se torna quarto maior desastre da década no Brasil
Com 72 mortes confirmadas até esta quarta-feira (11), a tragédia provocada pelas chuvas da última semana de fevereiro em Minas Gerais já é considerada o quarto maior desastre no Brasil na última década, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que monitora os registros desde 2016. A situação em Ubá e Juiz de Fora, as duas cidades mais afetadas, é crítica, com mais de 700 ocorrências envolvendo prejuízos com veículos, a maioria concentrada em Ubá.
Histórias de perdas e a agilidade nas indenizações
Gláucio Reskalla foi uma das vítimas da enxurrada em Ubá. Seu carro, que por fora não aparentava grandes danos, teve a água barrenta atingindo a altura do volante e o motor, resultando em perda total. "Como a água subiu muito rápido, não deu tempo de tirar o carro. A água chegou até no volante do carro", relatou o empresário, que já acionou o seguro e recebeu a indenização.
Willian Rogel Andrade, corretor de seguros na cidade, observou um aumento rápido na demanda de clientes e destacou a agilidade no processo: "Estou tendo clientes que estão recebendo com dois, três dias suas indenizações. Isso porque a seguradora entendeu que é uma calamidade, fez uma força-tarefa com equipe de sinistro em campo para vistorias e pagamentos em tempo recorde".
Entenda as coberturas de seguros para fenômenos naturais
Jaime Soares, presidente da FenSeg, explica que nem todos os seguros contemplam indenizações por fenômenos da natureza. "A cobertura normalmente está presente no chamado seguro alto compreensivo, conhecido como seguro completo. Esse tipo de apólice inclui coberturas contra colisões, incêndios, roubos e furtos, além de fenômenos da natureza, como enchentes e alagamentos", disse.
Por outro lado, seguros mais simples, como os que cobrem apenas roubo e furto, por exemplo, não incluem danos provocados por fenômenos naturais. Soares ressalta que, em casos de danos graves ou perda total por submersão, a indenização ocorre conforme as regras previstas na apólice, seja pelo valor de mercado ou pelo valor contratado.
Impacto contínuo e a necessidade de atenção
O cenário em Ubá serve como um alerta para a importância de verificar as coberturas dos seguros de veículos, especialmente em regiões propensas a desastres naturais. Com a retirada contínua de veículos do rio e o alto valor das indenizações, a comunidade local ainda enfrenta os efeitos do temporal, enquanto busca recuperação e apoio.



