Atalaia do Norte declara emergência devido a cheias no Amazonas em 2026
Atalaia do Norte em emergência por cheias no Amazonas

Atalaia do Norte decreta situação de emergência por cheias no Amazonas

O município de Atalaia do Norte, localizado no estado do Amazonas, tornou-se oficialmente o quinto a declarar situação de emergência em 2026 devido às intensas cheias dos rios que assolam a região. A informação foi confirmada através da plataforma da Defesa Civil, que atualizou os dados nesta terça-feira (10), destacando o cenário crítico de inundações que afeta diversas localidades amazonenses.

Nível do Rio Javari atinge 13,73 metros

De acordo com a medição mais recente, realizada no domingo (8), o nível do Rio Javari registrou a marca de 13,73 metros. Embora esse valor tenha motivado a declaração de emergência, ele representa uma redução significativa em comparação com anos anteriores. Especificamente, o nível atual é 1,61 metros menor do que o registrado na mesma data em 2025 e impressionantes 7,07 metros abaixo do recorde histórico do município, que foi de 20,80 metros em 5 de maio de 2009.

Lista de municípios em situação de emergência

Além de Atalaia do Norte, outros quatro municípios do Amazonas também se encontram em situação de emergência devido às cheias:

  • Carauari
  • Eirunepé
  • Itamarati
  • Jutaí

Eirunepé e Boca do Acre foram os primeiros a decretar estado de emergência em 10 de fevereiro. Itamarati seguiu o exemplo nove dias depois, tornando-se o terceiro município na lista. Jutaí foi incluída na última quarta-feira (4), antecedendo a declaração de Atalaia do Norte.

Impactos e incertezas sobre a população afetada

Até o momento, não há informações precisas sobre a quantidade de pessoas diretamente afetadas pelas cheias dos rios no Amazonas em 2026. As autoridades locais e a Defesa Civil ainda estão avaliando a extensão dos danos e o número de desabrigados ou desalojados. Entretanto, relatos indicam que produtores rurais na região já estão sendo forçados a antecipar colheitas devido ao avanço das águas, especialmente no Rio Solimões, o que pode impactar a economia agrícola local.

A situação exige monitoramento constante e ações coordenadas para mitigar os efeitos das inundações, que historicamente causam transtornos significativos às comunidades ribeirinhas e à infraestrutura urbana no estado.