Israel aguarda sinal verde dos EUA para atacar Irã, diz ministro da Defesa
Israel aguarda sinal dos EUA para atacar Irã

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quinta-feira, 23, que o país aguarda o 'sinal verde' dos Estados Unidos para lançar uma ofensiva contra o Irã, com o objetivo de fazer Teerã 'retornar à Idade das Trevas'. Segundo Katz, as Forças de Defesa de Israel estão preparadas tanto para operações defensivas quanto ofensivas, e os alvos já foram definidos, incluindo o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques israelenses anteriores.

Reuniões e contexto regional

A declaração ocorre pouco antes de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se reunir com autoridades de segurança para discutir a situação no Oriente Médio, conforme fontes ouvidas pela CNN. Paralelamente, uma reunião entre representantes israelenses e libaneses está marcada em Washington. As negociações entre os países começaram menos de uma semana após uma intensa onda de ataques aéreos israelenses no Líbano, que atingiu a capital Beirute e matou mais de 300 pessoas, incluindo médicos, mulheres e crianças. Desde que o Líbano foi arrastado para o conflito em 2 de março, quando o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em apoio a Teerã, mais de 2.200 vidas foram perdidas.

Cessar-fogo frágil e tensões

A movimentação ocorre em meio ao frágil cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que entrou em vigor em 8 de abril, após 40 dias de combates. O presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogou a trégua na terça-feira, antes de seu vencimento na noite de quarta-feira. No entanto, o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na quarta-feira que um cessar-fogo total só é viável se os Estados Unidos encerrarem o bloqueio naval aos portos iranianos. A declaração veio horas depois de a Guarda Revolucionária Islâmica interceptar e apreender dois navios comerciais na região.

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Para Teerã, as restrições impostas por Washington configuram uma 'violação flagrante' da própria trégua anunciada por Trump. Em publicação nas redes sociais, Ghalibaf afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz é 'impossível' enquanto persistirem ações que classificou como violações do cessar-fogo, incluindo o bloqueio naval americano e a 'beligerância sionista'. Segundo ele, 'os Estados Unidos e Israel não alcançaram seus objetivos por meio de agressão militar, nem o farão por intimidação'.

A reação iraniana ocorre após Trump anunciar a prorrogação por tempo indeterminado da trégua, a pedido do Paquistão, que atua como mediador nas negociações. Uma rodada de conversas foi realizada em Islamabad, mas terminou sem avanços concretos.

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