Sindicatos reagem à proibição de ato de 1º de Maio na Paulista e acusam decisão arbitrária
Sindicatos criticam proibição de ato na Paulista no 1º de Maio

As centrais sindicais, incluindo a CSP-Conlutas, e outras entidades representativas dos trabalhadores denunciaram terem sido impedidas pela Polícia Militar de São Paulo de realizar um ato no Dia do Trabalhador, em 1º de maio, na Avenida Paulista. A negativa foi comunicada durante uma reunião técnica realizada na sexta-feira, 24 de abril, gerando forte reação por parte dos organizadores.

Pedido protocolado com antecedência

De acordo com as entidades, o pedido de uso do espaço público foi formalmente protocolado em 23 de março, com documentos enviados à Polícia Militar e à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). A intenção era repetir o formato do ano anterior, com concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Justificativa da negativa

O motivo alegado para o impedimento foi que três pequenos grupos de perfil bolsonarista já haviam solicitado o local com antecedência e realizarão manifestações no mesmo dia. Segundo os sindicatos, a Avenida Paulista foi destinada a esses grupos, majoritariamente de orientação conservadora, o que motivou duras críticas.

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Críticas à decisão

As organizações argumentam que tais mobilizações não dialogam com a tradição do 1º de Maio, data historicamente dedicada às pautas da classe trabalhadora. Em posicionamento público, os sindicatos classificaram a medida como arbitrária e questionaram a decisão de última hora.

Para os representantes dos trabalhadores, a data possui caráter simbólico e internacional, sendo tradicionalmente reservada para manifestações trabalhistas. Eles cobram do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo a garantia do direito de manifestação e afirmam que pretendem manter a mobilização, além de denunciar o caso politicamente.

As entidades prometem continuar a luta pelo espaço e denunciar o que consideram uma violação do direito de reunião e expressão.

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