Uma pesquisa recente da FTI Consulting com mil consumidores americanos mostra que a inteligência artificial generativa já supera as redes sociais como fonte de informação e se aproxima dos buscadores tradicionais. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados utilizam plataformas de IA para buscar informações, índice que ultrapassa YouTube (51%), Instagram (33%) e Facebook (32%). Os buscadores tradicionais, como Google, ainda lideram com 72%, mas a vantagem caiu para apenas seis pontos percentuais.
Critérios de escolha das plataformas de IA
A pesquisa também identificou os fatores que levam os usuários a escolher uma plataforma de IA em vez de outra. A consistência dos resultados é o critério mais citado, por 57% dos usuários, seguida pela confiança geral na ferramenta (49%) e pela capacidade de aprendizado contínuo (41%). Entre os usuários mais experientes, 85% apontam a confiabilidade das fontes como fator determinante, indicando uma demanda crescente por transparência sobre a origem das respostas.
Confiança ainda é desafio
Mesmo com a adoção crescente, metade dos usuários americanos ainda clica nas fontes para verificar as respostas da IA, e 57% continuariam fazendo isso mesmo se a ferramenta garantisse a precisão. O estudo segmentou os usuários em quatro perfis: engajados (3%, com três ou mais assinaturas pagas), aspiracionais (41%, usam sem pagar), entusiastas (16%, com uma ou duas assinaturas) e curiosos (12%, experimentaram uma vez).
Cenário no Brasil
No Brasil, dados da pesquisa Google/Ipsos divulgada em 2025 mostram que 81% dos brasileiros usam IA para buscas online. O ChatGPT lidera com 82% de adoção, seguido por Gemini (45%) e Meta AI (42%). Segundo a agência Hedgehog Digital, o Claude também vem ganhando destaque recentemente.



