Educadores infantis protestam por inclusão no magistério em Presidente Prudente
Educadores infantis protestam por inclusão no magistério em SP

Na manhã desta terça-feira (6), educadores infantis realizaram uma paralisação e um protesto em frente à Prefeitura de Presidente Prudente (SP). A mobilização reuniu profissionais da categoria que reivindicam a inclusão no quadro do magistério municipal, com base em uma lei federal sancionada em janeiro deste ano.

Com apitos e carro de som, os manifestantes subiram a rampa do Paço Municipal para dar visibilidade à luta. Segundo os educadores, a proposta apresentada pela administração ainda não atende ao que prevê a legislação.

Reivindicações da categoria

De acordo com a representante da categoria, Karina Sacardo, o movimento ocorre após meses de negociação sem consenso. "Depois de muitos meses, a proposta da administração ainda não está de acordo com aquilo que a categoria entende que é a lei. Então, nesse momento, o objetivo principal é dar visibilidade para essa ação, para essa adequação da lei."

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Os pontos principais da reivindicação incluem a jornada de dois terços e um terço, o piso de forma escalonada em menos tempo, a manutenção da carga total e a mudança de nomenclatura de educador infantil para professor de desenvolvimento infantil.

Apoio de movimento nacional

A integrante do movimento nacional "Somos Todas Professoras", Berta Lúcia, destacou que a principal reivindicação é o cumprimento da legislação federal. "Hoje nós temos uma lei federal que foi sancionada dia 6 de janeiro, onde inclui todos os auxiliares, educadores infantis, independente da nomenclatura, que atuam diretamente no 'chão' da escola, com todos os deveres e com todos os direitos inerentes da carreira. Então, a nossa reivindicação é que faça cumprir essa lei aqui no município de Presidente Prudente", disse.

Impacto nas unidades escolares

A paralisação, segundo a representante, pode impactar o atendimento nas unidades escolares, já que parte dos profissionais aderiu ao movimento. No entanto, ela afirma que as famílias foram previamente informadas. "Nós fizemos o nosso papel, avisamos com bastante antecedência, deliberamos em assembleia, fizemos trabalho de conscientização com as famílias e agora como está o funcionamento das escolas", relatou.

Resposta da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Presidente Prudente informou que reconhece a paralisação como um direito legítimo dos educadores e afirmou que o movimento não compromete o aprendizado no decorrer do ano letivo. A administração municipal também destacou que a proposta de adequação salarial de forma escalonada leva em consideração a Lei de Responsabilidade Fiscal e a capacidade financeira do município.

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