Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (17) pelo jornal "Folha de S. Paulo" revela que 70% da população brasileira enxerga a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso Nacional como um cenário de confronto, em vez de colaboração.
Entre os entrevistados, apenas 20% acreditam que há mais cooperação do que embate entre os poderes. Outros 2% afirmam não perceber nem confronto nem colaboração, enquanto 8% não souberam responder.
De acordo com a Folha, a maior parte das entrevistas foi realizada antes da divulgação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master. No diálogo, Flávio cobrava repasses de verba para financiar o filme "Dark Horse", que narra a história de Jair Bolsonaro.
Avaliação do governo
Na percepção dos eleitores, o governo Lula tem seu desempenho mais bem avaliado no combate à fome e à miséria, enquanto a segurança pública concentra as maiores críticas. É o que aponta parte da pesquisa Datafolha divulgada no sábado (16), que também indica a saúde como a principal prioridade para o próximo presidente.
Quando questionados sobre a área em que o governo mais se destacou até agora, 13% dos entrevistados citaram o combate à fome e à miséria. Em seguida, aparecem o combate ao desemprego e a educação, ambos mencionados por 10% dos eleitores.
Onde o governo Lula vai bem?
- Combate à fome e à miséria: 13%
- Combate ao desemprego: 10%
- Educação: 10%
- Saúde: 6%
- Igualdade racial: 6%
- Habitação: 5%
- Cultura: 5%
- Relações exteriores: 5%
- Direitos humanos: 4%
- Povos indígenas: 3%
- Economia: 2%
- Segurança pública: 2%
- Combate à corrupção: 1%
- Meio ambiente e mudanças climáticas: 1%
- Ciência e tecnologia: 1%
- Nenhuma área: 19%
- Não souberam responder: 7%
- Todas as áreas: 1%
A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 12 e 13 de maio, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro no TSE é BR-00290/2026.
Segurança pública lidera críticas ao governo
No outro extremo, a segurança pública é a área em que o governo Lula apresenta o pior desempenho. O setor foi citado por 16% dos entrevistados, à frente da saúde, mencionada por 15%. Em seguida, aparecem a economia e o combate à corrupção, ambos apontados por 13% dos entrevistados como os principais pontos fracos da atual gestão.
O combate à fome e à miséria reúne percepções distintas: ao mesmo tempo em que é a área mais frequentemente citada como a de melhor desempenho, também aparece em sexto lugar entre os setores com pior avaliação.
Onde o governo Lula vai mal?
- Segurança pública: 16%
- Saúde: 15%
- Economia: 13%
- Combate à corrupção: 13%
- Educação: 5%
- Combate à fome e à miséria: 4%
- Combate ao desemprego: 3%
- Meio ambiente e mudanças climáticas: 3%
- Relações exteriores: 2%
- Ciência e tecnologia: 1%
- Direitos humanos: 1%
- Cultura: 1%
- Habitação: 1%
- Igualdade racial: 1%
- Povos indígenas: 1%
- Nenhuma área: 5%
- Não souberam responder: 7%
- Todas as áreas: 6%
Saúde deveria ser principal prioridade para o próximo presidente
A pesquisa também procurou identificar qual área os eleitores consideram mais urgente para o próximo presidente da República. Com ampla vantagem, a saúde aparece no topo da lista, citada por 34% dos entrevistados. Em seguida, vêm a educação, mencionada por 15%, a segurança pública, com 12%, e a economia, apontada por 11%.
Outros temas também aparecem entre as prioridades dos eleitores, embora com percentuais menores. O combate à fome e à miséria e o combate à corrupção receberam 7% das menções cada, enquanto o combate ao desemprego foi citado por 6% dos entrevistados.
Qual deveria ser prioridade para o próximo presidente?
- Saúde: 34%
- Educação: 15%
- Segurança pública: 12%
- Economia: 11%
- Combate à fome e à miséria: 7%
- Combate à corrupção: 7%
- Combate ao desemprego: 6%
- Direitos humanos: 2%
- Meio ambiente e mudanças climáticas: 1%
- Habitação: 1%
- Igualdade racial: 1%
- Ciência e tecnologia: 1%
- Não souberam responder: 2%
- Todas as áreas: 2%



