Deputado Thiago Rangel preso pela PF por suposta fraude na Educação do RJ
Deputado Thiago Rangel preso pela PF no RJ

O deputado estadual Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (5), no âmbito da 4ª fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga fraudes em processos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).

Oferecimento de cargos a indicados de traficante

Segundo a PF, Rangel teria oferecido vagas de trabalho na área da educação para pessoas indicadas por um indivíduo conhecido como "Junior do Beco", apontado como traficante com histórico de homicídios. As investigações revelaram conversas entre o deputado e seu braço direito, Fábio Pourbaix de Azevedo, nas quais Rangel enviava o contato de "Junior Beco" e pedia que Fábio entrasse em contato, mencionando a disponibilidade de oito vagas para "auxiliar de serviços gerais" na educação, sendo uma delas destinada a uma indicação do traficante.

Ficha criminal de Junior do Beco

A decisão judicial, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, destaca que Arídio Machado da Silva Júnior, o "Júnior do Beco", possui extensa ficha criminal, com condenações por homicídios simples e qualificados, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Indicações e substituições suspeitas

As investigações apontam que, na mesma data, Junior do Beco encaminhou dois nomes para Fábio: Ildilene Rangel e Phâmela Batista da Silva. Três dias depois, o contato informou um desentendimento com Phâmela e pediu para Fábio "rasgar o papel" e substituí-la por Gleice Maria Batista da Silva. A PF identificou que Gleice Maria é irmã de Junior do Beco e esposa de Gleyson Barbosa Paes da Silva, alvo de operação policial contra lideranças do tráfico na região.

Antecedentes de Fábio Pourbaix

O relatório da PF também revela que Fábio foi preso em 2022 por suposta compra de votos, ocasião em que foram apreendidos R$ 39 mil em espécie e material de campanha de Rangel, que era candidato na época.

Defesa do deputado

A defesa de Thiago Rangel informou que recebeu com surpresa a operação e está se inteirando dos fatos. O deputado nega a prática de qualquer ilícito e afirma que prestará esclarecimentos nos autos. A defesa ressalta que conclusões antecipadas são indevidas antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida.

O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar