Piloto da Polícia Civil realiza pouso forçado no mar da Barra da Tijuca sem feridos
Piloto faz pouso forçado no mar da Barra da Tijuca sem feridos

Piloto da Polícia Civil executa pouso forçado no mar da Barra da Tijuca com sucesso

O piloto de helicóptero Adonis Lopes, integrante da Polícia Civil, foi o responsável pelo pouso de emergência realizado no mar da praia da Barra da Tijuca, na manhã desta sexta-feira, 3 de abril de 2026. A manobra, necessária devido a problemas mecânicos na aeronave, foi concluída com êxito, sem que nenhuma das três pessoas a bordo, incluindo o próprio piloto, sofresse ferimentos.

Detalhes do incidente e atuação do piloto

Adonis Lopes estava em seu dia de folga quando foi contratado para um voo panorâmico que partiu do Pontal. Durante o trajeto, o helicóptero modelo Robinson 44 apresentou uma falha mecânica inesperada, obrigando o piloto a realizar um pouso forçado no mar, próximo à arrebentação, entre os postos 3 e 4 da praia.

Um surfista que testemunhou o ocorrido relatou ter observado a aeronave perdendo potência gradualmente. No entanto, Adonis demonstrou habilidade excepcional, conduzindo o helicóptero até uma área mais vazia para executar a aterrissagem de emergência, minimizando riscos para banhistas e outros frequentadores da praia.

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Histórico marcante na carreira do piloto

Esta não é a primeira vez que Adonis Lopes se envolve em uma situação de alto risco. Em setembro de 2021, ele foi vítima de um sequestro durante um voo particular em Angra dos Reis. Dois homens armados o renderam e ordenaram que seguisse para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, com o objetivo de resgatar um presidiário.

Para frustrar o plano criminoso, Adonis realizou manobras audaciosas sobre o 14º Batalhão da Polícia Militar (Bangu) e simulou uma queda do helicóptero. "Imaginei que aquele pudesse ser meu último voo", declarou o piloto na época. A estratégia funcionou: os sequestradores, ao perceberem o perigo iminente de uma queda, desistiram da missão e ordenaram que ele voasse para Niterói, onde saltaram e fugiram.

Participação em operações policiais de grande impacto

Além desse episódio, Adonis Lopes tem um histórico de atuação em operações policiais de grande relevância. Em 2012, ele atuou como piloto em uma ação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar que resultou na morte do traficante Márcio José Sabino Pereira, conhecido como Matemático, em Bangu.

Na ocasião, os disparos que atingiram o criminoso foram efetuados a partir de um helicóptero. Adonis explicou que a aeronave foi utilizada para dar suporte tático à operação e reagir a tiros direcionados contra a equipe policial. "Eles estavam a cerca de 100 km/h na favela, tentando fugir do cerco, e disparavam contra a aeronave", relatou o piloto, destacando os perigos enfrentados durante a missão.

A experiência e a coragem de Adonis Lopes têm sido fundamentais em situações críticas, demonstrando competência técnica e sangue frio diante de adversidades. Seu desempenho no pouso forçado na Barra da Tijuca reforça sua reputação como um profissional altamente capacitado, capaz de garantir a segurança mesmo em circunstâncias extremas.

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