Leilão do Aeroporto Galeão ocorre hoje com lance inicial de R$ 932 milhões
Leilão do Galeão hoje com lance de R$ 932 milhões

Leilão do Aeroporto Galeão ocorre nesta segunda-feira com lance inicial de R$ 932 milhões

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, o leilão de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, popularmente conhecido como Galeão, localizado no Rio de Janeiro. Com um lance inicial estabelecido em R$ 932 milhões, a venda assistida terá início às 15 horas, na bolsa de valores B3, situada em São Paulo.

Disputa por controle do terceiro aeroporto mais movimentado do Brasil

Pelo menos três operadoras internacionais estão na disputa pelo controle do aeroporto, que é o terceiro mais movimentado do país. Os concorrentes incluem a atual administradora, RIOgaleão, que é formada pelas empresas Vinci Compass, do Brasil, e Changi, de Singapura; a Aena, da Espanha; e a Zurich, da Suíça. Atualmente, a concessionária RIOgaleão detém 51% das ações do Galeão, enquanto os outros 49% pertencem à Infraero.

O vencedor do leilão passará a ter a concessão integral do aeroporto até o ano de 2039, marcando uma mudança significativa na gestão da infraestrutura. Esta venda é resultado de um acordo histórico entre o governo federal, a RIOgaleão e o Tribunal de Contas da União (TCU), que foi assinado em novembro do ano passado.

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Mudanças no contrato para atrair investidores

O Galeão foi originalmente concedido à iniciativa privada em 2013, mas o novo contrato apresenta várias alterações importantes em relação ao anterior. Essas mudanças foram implementadas com o objetivo claro de atrair mais investidores e incluem:

  • O fim dos pagamentos fixos, que foram substituídos por uma contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto até 2039.
  • A extinção da obrigação de construir uma terceira pista, o que reduz custos operacionais.
  • A saída da Infraero da participação acionária, transferindo o controle total para o vencedor.
  • A criação de um mecanismo de compensação para casos em que o Aeroporto Santos Dumont (SDU) ultrapasse limites operacionais, garantindo equilíbrio na rede aeroportuária.

Essas adaptações visam não apenas melhorar a eficiência do aeroporto, mas também assegurar que a gestão privada possa operar com maior flexibilidade e competitividade no mercado de aviação civil brasileiro.

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