Para muitos fãs do automobilismo — e da Fórmula 1 em particular —, o dia 1º de maio é uma data marcante. Neste dia, completa-se mais um ano da morte de Ayrton Senna, tricampeão mundial da principal categoria do esporte. Depois dos sucessos no kart e nas categorias de base, ele chegou à Fórmula 1 em 1984 e rapidamente mostrou seu talento. Tornou-se tricampeão, destacando-se não só pelas conquistas, mas também pela forte personalidade e rivalidades. Tudo terminou no trágico acidente no GP de San Marino de 1994, em 1º de maio, em Imola. Neste artigo, no dia em que se completam 32 anos de sua morte, relembramos momentos marcantes da trajetória do astro brasileiro.
Primeiros sucessos no kart
Após se destacar no Brasil, em 1977 Ayrton Senna conquistou o Campeonato Sul-Americano de Kart, abrindo portas para competir fora do continente.
Mundial de kart
Antes de migrar para os monopostos, competiu por cinco anos no Mundial de Kart, sendo vice-campeão duas vezes. Lá, teve como rival Terry Fullerton, por quem sempre demonstrou grande admiração.
Estreia nos monopostos
Em 1981, iniciou sua carreira nos fórmulas. No Reino Unido, venceu a Fórmula Ford 1600 e, no ano seguinte, dominou os campeonatos britânico e europeu.
Título na Fórmula 3 e vitória em Macau
Em 1983, foi campeão britânico de Fórmula 3 e venceu o GP de Macau na mesma categoria.
Chegada à Fórmula 1
Estreou no GP do Brasil de 1984, em Jacarepaguá, pela Toleman. Não terminou a corrida.
Primeiro pódio
No GP de Mônaco de 1984, sob forte chuva, mostrou sua habilidade e terminou em segundo — podendo até ter vencido se a corrida não tivesse sido encerrada antes.
Participação no Mundial de Sportscar
Ainda em 1984, disputou os 1.000 km de Nürburgring, terminando em oitavo com um Porsche, ao lado de Henri Pescarolo e Stefan Johansson.
Mudança para a Lotus
Em 1985, transferiu-se para a Lotus, equipe que lhe deu melhores condições. Curiosamente, abandonou sua primeira corrida com o time, no GP do Brasil.
Primeira vitória
Veio no GP de Portugal de 1985, no Estoril, em uma atuação dominante sob chuva.
Três anos na Lotus
Saiu no fim de 1987, após uma passagem com altos e baixos e já com motores Honda, que seriam importantes na fase seguinte.
Chegada à McLaren
Entre 1988 e 1993 viveu o auge da carreira. Foi campeão logo no primeiro ano, apesar de um início difícil.
Domínio perdido em Mônaco 1988
Liderava com mais de 50 segundos de vantagem quando bateu sozinho e abandonou.
Primeiro título
Em 1988, conquistou seu primeiro campeonato mundial, com oito vitórias em 16 corridas.
Recorde de poles consecutivas
Em 1989, alcançou oito poles seguidas — marca igualada apenas décadas depois.
GP do Japão de 1989
A rivalidade com Alain Prost explodiu após colisão em Suzuka, resultando em desclassificação e polêmica.
Temporada de qualificação histórica
Em 1989, largou sempre na primeira fila durante todo o campeonato.
Recordes em Imola
Acumulou feitos importantes no GP de San Marino, incluindo sequências de poles.
Nova colisão com Prost (1990)
Outro acidente em Suzuka decidiu o título a seu favor.
Primeira vitória no Brasil
Após várias tentativas, venceu em casa em 1991, mesmo com problemas no carro.
Último título
Também em 1991, conquistou seu terceiro e último campeonato.
Ato de solidariedade
Em 1992, parou na pista para ajudar Erik Comas após um acidente.
Teste na Indy
Testou um carro da Indy em 1992 e mostrou grande desempenho.
Segunda vitória no Brasil
Em 1993, venceu novamente em Interlagos.
Volta lendária em Donington (1993)
Ultrapassou quatro carros na primeira volta sob chuva — uma das mais icônicas da história.
Recorde com a McLaren
Tornou-se o piloto com mais vitórias por uma mesma equipe até então.
Pódio histórico
Em 1993, dividiu pódio com Prost e Schumacher no GP da Espanha.
“Rei de Mônaco”
Conquistou seis vitórias no circuito, recorde que permanece.
Última liderança no campeonato
Também em 1993, após vencer em Mônaco.
Saída da McLaren
Deixou a equipe no fim de 1993 rumo à Williams.
Chegada à Williams
Em 1994, substituiu Prost, mas teve dificuldades iniciais.
Recorde de poles
Chegou a 65 poles — marca histórica na época.
GP de San Marino de 1994
O fim de semana foi marcado por tragédias. Após acidentes graves e uma morte no sábado, Senna sofreu um acidente fatal no domingo, na curva Tamburello. A Fórmula 1, o esporte e o Brasil perderam ali um dos maiores ídolos e uma das figuras mais marcantes do século XX.



