Um ipê de grande porte caiu dentro do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, na tarde de sexta-feira (2), deixando três pessoas feridas. O incidente ocorreu mesmo com um laudo ambiental de 2024, elaborado pela concessionária Urbia, apontando que a árvore estava em bom estado fitossanitário e sem sinais de comprometimento estrutural.
Vítimas e atendimento de emergência
A vítima mais grave foi Débora Oliveira, de 57 anos, que trabalhava em um quiosque vendendo água de coco e salgadinhos no local. Ela foi atingida por um galho da árvore durante a queda. De acordo com relato de sua filha, Edna Oliveira, à TV Globo, Débora sofreu ferimentos na cabeça, precisou levar nove pontos na testa e imobilizar a clavícula após uma fratura.
Ela foi resgatada por equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio do helicóptero da Polícia Militar, e levada ao Hospital São Paulo. A concessionária Urbia informou que a mulher passou por avaliação médica e já recebeu alta, mas ainda sente dores. Débora trabalha há cerca de 30 anos no parque.
As outras duas pessoas atingidas pela queda da árvore tiveram ferimentos considerados leves e receberam atendimento no próprio parque.
Investigação sobre as causas do acidente
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e a Urbia informaram que uma nova análise técnica foi iniciada para apurar as causas precisas da queda. A prefeitura destacou que, no momento do ocorrido, foram registradas rajadas de vento de até 42 km/h na cidade.
Uma vistoria preliminar da Defesa Civil Municipal não constatou abalo estrutural no local. O laudo que atestava a saúde da árvore fazia parte do inventário arbóreo do parque, elaborado pela concessionária em cumprimento ao contrato de concessão.
Medidas pós-acidente e responsabilidade
Em nota, a Urbia lamentou o ocorrido e afirmou que continua prestando assistência às pessoas envolvidas. O processo de remoção da árvore começou na manhã de sábado (3), e a área ao redor permanece interditada por segurança até o fim dos trabalhos.
A concessionária reafirmou que, conforme o contrato, o manejo e a elaboração dos laudos das árvores do Parque Ibirapuera são de sua responsabilidade, e que atua permanentemente para garantir a segurança dos visitantes.
O caso levanta questões sobre a fiscalização e a manutenção preventiva da arborização urbana em um dos parques mais emblemáticos da capital paulista, mesmo com avaliações técnicas recentes em vigor.